“Já nasceu!” Celebra-se a existência de um novo ser, com abraços, troca de mensagens e partilha de fotos e vídeos, mas depois dos nove meses “de esperanças” é possível que as semanas seguintes, duas a quatro, sejam marcadas pelo chamado “baby blues”: a descida drástica dos níveis hormonais, a que se somam os esforços de adaptação à nova dinâmica familiar e fatores ligados à história de vida da mulher resultam em mudanças neuroquímicas que afetam, temporariamente, o comportamento da ex-gestante.
Pior é quando os estados ansiosos, a melancolia, a vontade de chorar, a irritabilidade e os sentimentos de fracasso se instalam, evoluindo para a depressão pós-parto (DPP), que consta na Classificação Internacional das Doenças (CID-10) e no Manual das Doenças Mentais (DSM-5).
