
Uma tonelada de cortiça foi usada na instalação Utopia
Nian Canard/Neon Square Studios
Num palácio com vista sobre o rio Tamisa, a Somerset House, em Londres, a cortiça portuguesa serve de base à instalação artística que representa Portugal na International Fashion Showcase (IFS) entre os dias 19 e 23, com o carimbo do Portugal Fashion, numa organização conjunta da ANJE (Associação Nacional de Jovens Empresários) e AICEP Portugal Global. Respondendo ao desafio lançado pela Embaixada de Portugal no Reino Unido, esta obra integra a London Fashion Week e invoca a celebração dos 500 anos da publicação do livro Utopia de sir Thomas Moore.
Através desta instalação feita com uma tonelada de cortiça doada pela Corticeira Amorim, Miguel Flor, curador e responsável pelo projeto Bloom Portugal Fashion, pretende alertar para a criação ecológica e socialmente sustentável. Além do “desafio lançado aos criadores” com um “forte enfoque na reutilização de materiais e no desenvolvimento de novas técnicas”, Miguel Flor reforça que a cortiça “não perturba o equilíbrio do ecossistema” formalizando “uma simbiose entre o natural e o artificial”. As criações dos jovens designers Estelita Mendonça, HIBU (Marta Gonçalves, Gonçalo Páscoa e Nuno Sousa), UNT, KLAR (Alexandre Marrafeiro, Andreia Oliveira e Tiago Carneiro) e Pedro Neto são apresentadas num mega showroom onde participam 27 países e que, no ano passado, foi visitado por dez mil pessoas.
Mas esta não é a única presença portuguesa na semana da moda de Londres. O Portugal Fashion leva os criadores Susana Bettencourt, Alexandre Moura, Carla Pontes e Daniela Barros à capital britânica, em mais uma operação de charme da moda nacional que, nos próximos dias, invade dois pisos do Brewer Street Car Park, um parque automóvel em West End. Depois de Londres, o Portugal Fashion viaja para Milão onde desfilam as criações de Miguel Vieira e Carlos Gil na Milano Moda Donna (24 a 29 fev) e Paris com as propostas de Luís Buchinho e Diogo Miranda.