Uma grande operação policial está em curso em Bruxelas, na comuna de Forest, na sequência de tiroteios ocorridos durante uma rusga relacionada com os atentados terroristas de Paris, provocaram ferimentos em quatro agentes da polícia, incluindo um cão equipado. Há ainda a informação, ainda não confirmada, de que um dos suspeitos teria sido morto, mas que um segundo continuaria barricado num edifício.
A polícia montou um grande perímetro de segurança, ainda em busca do autor ou dos autores dos disparos, tendo uma escola e uma creche da zona sido evacuadas e o trânsito cortado, tendo já as autoridades pedido que não sejam divulgadas fotos e filmes dos acontecimentos, como já ocorreu em circunstâncias idênticas anteriores.
Para já, a procuradoria federal belga limitou-se a confirmar que agentes da polícia foram visados por disparos durante uma operação na comuna de Forest, na qual participam também agentes policiais franceses, como já confirmou o ministro do Interior francês, Bernard Cazaneuve.
Abdeslam não era o alvo
O suspeito mais procurado no quadro do inquérito aos atentados terroristas de Paris em novembro passado, Salah Abdeslam, não era visado pela operação antiterrorista de hoje em Bruxelas, que ainda prossegue após várias trocas de tiros, indicaram fontes policiais francesas.
Depois de o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, ter confirmado, durante uma conferência de imprensa em Abidjan, que polícias franceses participavam na rusga de hoje em Bruxelas, fontes policiais francesas indicaram à agência France Presse que Abdeslam, o homem mais procurado por envolvimento nos ataques de Paris, não era o alvo da operação.
“A operação não visava Salah Abdeslam, mas sim próximos de um ou mais dos 11 acusados” na Bélgica, referiu a mesma fonte.