O Atlas para o Médio Oriente da Collins é descrito como “um atlas perfeito para os pequenos estudiosos de geografia das escolas primárias”, que “permite aos alunos apreenderem o mundo de hoje pela exploração clara dos mapas”. É também desenhado de forma específica para as escolas dos países do médio oriente.
De acordo com o jornal The Tablet, o primeiro a dar pelo lapso no atlas, a Jordânia e a Síria estendem-se pelo Mediterrâneo, Gaza e Cisjordânia (habitadas pelos palestinianos) estão identificados, mas Israel não aparece.
Um dos subsidiários da HarperCollins disse ao The Tablet que a decisão de excluir Israel reflete apenas preferências locais, acrescentando que colocar Israel no atlas teria sido inaceitável para alguns dos seus clientes no Médio Oriente.
O ‘lapso’ foi rapidamente criticado. Algumas das vozes referiram que esta não inclusão está relacionada com as hostilidades que existem da parte do mundo árabe para com Israel, o que não ajuda a construir um espírito de confiança que poderá levar a uma coexistência pacífica.
Os comentários da comunidade virtual fizeram-se ‘ouvir’. Desde a sugestão para apagar a Suécia do mapa da Europa, a Venezuela da América do Sul, a Rússia na sua totalidade, até à indicação de que o melhor seria mesmo redesenhar o mapa-mundo e colocar apenas os países dos quais se gosta. Uma outra observação dizia que a geografia é uma questão de precisão e não de pontos de vista ou opiniões políticas.
A HarperCollins, que integra a Rupert Murdoch’s News Corporation, emitiu um comunicado na sua página do Facebook onde lamenta a omissão do nome de Israel no seu Atlas do Médio Oriente. Informaram também que o produto foi retirado do mercado para poder ser retificado.