A notícia está em destaque na primeira página da edição deste sábado do Expresso. De acordo com o semanário do grupo Impresa, Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal está a fazer contactos para substituir Vítor Bento, José Honório e João Moreira Rato na administração do Novo Banco.
Carlos Costa pretende vender o Novo Banco rapidamente e e a equipa de Vítor Bento não concorda. Os três administradores manifestaram-se várias vezes indisponíveis para liderar um projeto diferente daquele para o qual tinham sido convidados.
O Banco de Portugal assegurou que está a trabalhar para garantir que o futuro conselho de administração do Novo Banco. “O novo conselho de administração do Novo Banco, que será conhecido logo que concluídos os procedimentos prévios exigíveis, garantirá a concretização do projecto de desenvolvimento e criação de valor para o banco”, lê-se num comunicado do supervisor bancário sobre a mudança na administração da entidade, após a equipa de gestão liderada por Vítor Bento ter avançado com a renúncia aos cargos.
O supervisor não avança, para já, com os nomes dos futuros gestores do Novo Banco, nem apresenta prazos para a sua entrada em funções, na sequência da decisão tomada por Vítor Bento (presidente), José Honório (vice-presidente) e João Moreira Rato (administrador financeiro) de renunciar ao mandato de administradores do Novo Banco, dois meses depois de terem entrado em funções.
“A impressão que temos é que o banco está parado, que alguém anda a fazer com que o banco esteja parado”, afirmou o coordenador da Comissão de Trabalhadores em declarações à agência Lusa, sobre o futuro do Novo Banco. João Matos salientou que, nalguns casos, “os produtos já se venceram há cerca de um mês” e continuam por liquidar.
Os trabalhadores defendem que a instituição bancária não seja vendida “à pressa”, sustentando que, “para salvaguardar os trabalhadores e os contribuintes, é mais importante que o banco se mantenha como está, para mais tarde poder, hipoteticamente, ser vendido, mas por um valor mais justo”.