O número de vítimas do sismo de quarta-feira na província chinesa de Qinghai, noroeste da China, eleva-se a 760 mortos e a cerca de 11.500 feridos, indicou hoje a imprensa oficial chinesa.
O último balanço indica também que há 243 desaparecidos e cerca de 100.000 desalojados
Milhares de socorristas continuam a tentar encontrar sobreviventes entre os escombros de Yushu, dois dias depois do sismo que abalou aquela isolada prefeitura do noroeste da China.
As primeiras 72 horas após o sismo são consideradas decisivas para salvar vidas.
Em Jiegu, capital da prefeitura de Yushu, mais de 85 por cento das casas ruíram e “muitas pessoas” continuam soterradas.
Segundo o Instituto de Geofísica Americano a magnitude do sismo que acordou hoje a China foi de 6,9 na escala de Richter. As autoridades chinesas apontam para 7,1. Entretanto no terreno já se fizeram sentir, pelo menos, tres réplicas com magnitude até 5,8. O primeiro abalo aconteceu pelas 8h00m (hora local), 1h00m em Portugal.
Em Jiegu, aldeia com cerca de 100 mil habitantes, a 50 quilómetros do epicentro, 85 por cento das habitações ruíram e no momento estão perto de 5000 socorristas no local. Vários desabamentos de terra na região provocam o corte de estradas e dificultam as comunicações no local. As autoridades chinesas temem que o número de mortos venha a aumentar devido ao número de feridos graves e de soterrados.
Entre os edifícios que desabaram há registo de uma escola profissional, pelo que se encontram muitos estudantes entre os escombros.
Embora não se costumem registar vitimas, esta zona montanhosa dos Himalaias é de forte actividade sísmica. Até agora as zonas abaladas não costumam ser zonas habitadas.
Segundo as declarações de Rui Quartin Santos, embaixador português em Pequim, à agência Lusa, não há registo de portugueses na zona do tremor de terra. Em contacto com outras embaixadas da capital chinesa, Quartin Santos desconhece qualquer registo de “europeus afectados pelo sismo”.
José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, já ofereceu a ajuda de Bruxelas. Em comunicado, Durão Barraso anunciou estar “profundamente chocado” com os acontecimentos. O governo, as autoridades e o povo chinês podem contar com a solidariedade e ajuda da Comissão Europeia.