Os conflitos ultrapassam já os mil feridos.
A agência Xinhua noticiou hoje que as vítimas mortais incluem 137 pessoas do grupo étnico dominante, Han, dos quais 111 homens e 26 mulheres, outras 46 do grupo uigures e um morto do grupo Hui.
As autoridades encerraram hoje várias mesquitas mas os crentes acorreram em força a estes espaços de culto para cumprir o dia semanal de oração (sexta-feira), ignorando as ordens da polícia.
Cerca de cem homens entraram esta manhã em confronto com as autoridades, exigindo que lhes fosse permitida a entrada na Mesquita Branca, perto do bairro muçulmano de Uighur.
A polícia acabou por abrir a mesquita: “Decidimos abrir a mesquita porque estavam aqui muitas pessoas. Não queríamos outro incidente”, disse um oficial que não se quis identificar.
Milhares de pessoas, sobretudo do grupo étnico Han, saíram hoje de Urumqi, capital da região de Xinjiang, por causa da nova onde de violência inter-étnica.
Esta é a primeira vez que o governo assume uma divisão étnica em motins civis.
Desde os conflitos de domingo, a capital da região de Xinjiang, Urumqi, tem um dispositivo de segurança de centenas de polícias e tropas que estão a patrulhar as ruas.