1. Bella Figura, de Yasmina Reza, Teatro Nacional de São João
Seria um simples jantar romântico, mas o clima tenso entre os amantes, Andrea e Boris, não augura uma noite tranquila. Quando estão prestes a esquecer os planos e a abandonar o parque de estacionamento do restaurante, atropelam Yvonne, que ali ia comemorar o aniversário, acompanhada pelo filho e pela nora, Eric e Françoise, esta última amiga da mulher de Boris. As mazelas do acidente são insignificantes, mas o encontro e a necessidade de manter as aparências facilmente descambam, desvelando-se uma série de hipocrisias, cobardias e perversidades das personagens de Bella Figura, texto escrito por Yasmina Reza, em 2015. No último espetáculo do Ao Cabo Teatro dirigido por Nuno Cardoso, disponível na sala online do Teatro Nacional São João, a companhia regressou aos autores contemporâneos e às peças centradas na unidade base da sociedade, o casal e a família. Os diálogos rápidos e ubíquos, carregados de ironia, são um desafio para o elenco, a gerir as pequenas explosões das personagens. J.L. tnsj.pt > até 21 fev, dom > €2
2. Dias Contados, de Elisabete Francisca, Teatro Nacional D. Maria II

A cada sexta-feira, o Teatro Nacional D. Maria II apresenta um novo espectáculo na sua Sala Online. Nesta sexta, 19, estreia-se Dias Contados, de Elizabete Francisca que, por consequência da pandemia, não pode ser apresentado no palco do teatro lisboeta, ficando disponível online, num registo em alta resolução e multicâmara, durante duas semanas.
Com interpretação de Júlia Salema e Vânia Rovisco, Dias Contados tem como tema a crise habitacional que se vive em muitas cidades, e que não é mais do que uma luta de classes. Elizabete Francisca olha para a realidade de quem perde a sua casa, de quem é expulso, para, através de gestos, imagens e palavras, falar sobre as ideias de comunidade, território e pertença. www.tndm.pt/pt/espetaculos/dias-contados-1517 > 19 fev-5 mar> €3
3. Os Figos São para Quem Passa, de Marta Bernardes, Teatro Municipal São Luiz

O Teatro São Luiz preparou um programa para as famílias, neste sábado e domingo, dias 20 e 21. Em Os Figos São Para Quem Passa, para crianças dos 3 aos 6 anos, Marta Bernardes faz uma leitura encenada do livro de João Gomes Abreu e Bernardo P. Carvalho, editado pela Planeta Tangerina em 2016. No palco, conta-se a história de um urso que, “no princípio do mundo, no tempo em que todos caminhavam sem levar nada consigo”, resolve esperar, sem arredar pé, que os frutos de uma figueira fiquem maduros e prontos para serem comidos. O que será que acontece a este urso esfomeado? A transmissão online está marcada para as 16 horas e repete no fim de semana de 27 e 28 de fevereiro. www.teatrosaoluiz.pt > 20-21, 27-28 fev, sáb-dom 16h > 3 aos 6 anos > €3
4. Yerma e A Destruição de Sodoma, de García Lorca, Teatro do Bairro
Em janeiro, o Teatro do Bairro estreou duas novas produções, que chegaram a subir ao palco para apenas quatro apresentações. Decretado o confinamento, vão estar agora disponíveis em streaming. Ambas com encenação de António Pires, Yerma e A Destruição de Sodoma pertencem à Trilogia Dramática da Terra Espanhola, de Federico García Lorca (1898-1936).
A primeira, uma das obras-primas do poeta e dramaturgo espanhol, é um trágico poema sobre uma mulher a viver o drama da infertilidade e a tombar perante a loucura. Já A Destruição de Sodoma nunca ficou concluída, restando apenas linhas do texto, pelo que esta adaptação assume a forma de instalação, com uma forte componente plástica. Até porque, este ano, a companhia queria enfatizar o diálogo com a arquitetura, convidando os arquitetos João Mendes Ribeiro, João Nunes e Iñaki Zoilo, e ainda Manuel Aires Mateus e o Atelier Sia Arquitectura a assinar a cenografia da trilogia, que incluiria ainda Bodas de Sangue (o primeiro drama escrito por Lorca), com o mesmo elenco, de doze atores, a percorrer os três palcos. J.L. Sala virtual do Teatro do Bairro (na plataforma BOL) > €2 (bilhetes válidos por 3 dias)
5. Última Hora, de Rui Cardoso Martins (texto) e Gonçalo Amorim (encenação, Teatro Nacional D. Maria II

No âmbito da iniciativa D. Maria II em Casa, o Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, disponibiliza a comédia Última Hora, com texto de Rui Cardoso Martins e encenação de Gonçalo Amorim. Última Hora é o nome de um jornal que atravessa um período de insucesso e de rutura financeira devido ao crescimento da Internet, da partilha grátis de conteúdos e da fuga da publicidade para o online. O espetáculo conta com a interpretação de Maria Rueff, Miguel Guilherme, José Neves, entre outros atores. G.P. tndm.pt/pt/espetaculos/ultima-hora-1515 > até 26 de fevereiro > €3