Chega a esta altura do ano e os sítios ao ar livre começam a apresentar-se. Aproveitemos então o bom tempo, que ele não dura para sempre. para podermos aproveitá-los com toda a propriedade. Este desabafo meteorológico surge a propósito da recente reabertura do IDB Lisbon, que pelo quarto ano traz um rooftop diferente a uma zona algo marginalizada, quando surge a pergunta “onde vamos beber um copo?”.

É nos Olivais, ali paredes-meias com Moscavide, no quinto andar do antigo Entreposto, que se descobre – para quem nunca lá foi – o estacionamento agora transformado num terraço de grandes dimensões. Este ano, comece-se por aqui, os três mil metros quadrados passaram a metade. Mas o mural artístico de 40 metros, da dupla Los Pepes, não saiu do sítio e continua a ser a imagem de marca do IDB Lisbon e o lugar preferido para as poses fotográficas.
Entretanto, a área de comes e bebes cresceu e diversificou-se, com a curadoria do Mirari, aquele projeto em Alcântara que deu vida às ruínas de uma antiga fábrica e que por ora está fechado. Marina Mendes, uma das suas criadoras, mostra-nos que no IDB, além do chefe residente Dedé, que já nos habituou aos petiscos saídos da sua rulote (este ano especializou-se em smash burguers), o palco será partilhado agora com o Gyra Sol (serve kebabs em pão pita caseiro), a Madam Bo, em colaboração com a Ballzy (dumplings asiáticos e mochis) e com o Irmão, conhecido pelas pizzas em forno de lenha. “A ideia foi escolher comida para todos os gostos”, justifica a curadora. Sim, isso foi conseguido – e com qualidade, garantimos depois de provar de todas as áreas de street food aqui presentes.

As mudanças não se ficam pela oferta gastronómica. Marina aponta o dedo à programação musical, pois esse será outro destaque da temporada 2025: haverá sessões de jazz ao pôr do sol, às quintas, DJ sets às sextas e sábados à noite, e roda de samba ao domingo.
A arte fez sempre parte deste projeto. E este ano não será diferente, ao contar com novas propostas: pequenas esculturas de metal (tem de descobri-las!) do italiano Fulvio Capurso, conhecido como Fulvietl, uma peça em tecido da artista portuguesa Krus, uma experiência imersiva e interativa às portas do terraço, desenvolvida pelo artista digital francês MAOTIK, e uma exposição de arte do francês Dan Ghenacia, que irá fazer aterrar no topo do edifício o cockpit de um antigo avião ATR 42-600.
Para esta época, também estão agendados alguns mercados de criadores – o próximo é já neste sábado, 31 de maio. No The Creative Lab Market, um conceito de mercado pop-up desenvolvido em Amesterdão, há espaço para marcas e artistas locais poderem dar a conhecer o seu trabalho à comunidade local.
O desporto desapareceu da vista, mas não do coração. Já não há skate parque, pista de atletismo ou cestos de básquete (continuam a ser oferecidas aulas de skate e patinagem para crianças e adultos noutra área do edifício), mas passarão a fazer parte da agenda aulas ao ar livre de cycling, ioga ou o que mais a imaginação ditar. Não há como prever (só espreitando as redes sociais do IDB Lisbon), já que este ano a palavra de ordem é inovação, com vista a transformar este organismo vivo e mutante num equipamento mais permanente.
IDB Rooftop > Pç. José Queirós, 1, Lisboa > qui-sáb 12h-01h, dom 12h-23h