É a partir dos hábitos e rotinas dos portugueses que a IKEA tem feito o seu trabalho, nos últimos 12 anos, tantos quantos a empresa sueca de mobiliário e decoração está em Portugal. Seja visitando-nos em casa, assistindo a tudo o que fazemos do acordar ao deitar, seja através de questionários específicos sobre uma determinada assoalhada. Depois de nos ter organizado o quarto e a cozinha, este ano a IKEA quis saber que perceção temos de casa, como a vivemos e sentimos. O estudo foi feito em Lisboa – a par de outras 12 cidades no mundo –, envolvendo 1010 pessoas, entre casados e solteiros, dos 18 aos 80 anos. E a conclusão sobre “O que faz de uma casa, uma casa?” é, segundo 67% dos lisboetas, a presença da família e dos amigos. A comer e a beber, já se adivinha, que esta é uma das atividades mais comuns em 75% das casas lisboetas, embora não necessariamente à volta de uma mesa. Porque hoje em dia não interessa tanto onde comemos, mas sim o facto de estarmos juntos, diz a maioria.
Na equação da forma como hoje vivemos, não podiam ficar de fora as novas tecnologias. Sim, passamos a vida ligados ao mundo, mesmo quando vamos à casa de banho, e até, admitem 40% dos lisboetas, quando acordamos de noite e não conseguimos dormir. Novos hábitos que se refletem também na forma como estamos na sala. Por isso, o sofá não tem que ser uma estrutura rígida, diz a IKEA, e pode ser constituído por módulos que compomos conforme as necessidades – uma cama para as visitas, com arrumação, assentos, braços e encostos extra para ser mais confortável.
O estudo revela ainda que temos uma ligação afetiva com os nossos pertences – só 16% diz que não teria problema em deitar fora e substituir tudo o que tem. Organização é, por isso, essencial porque, quando as coisas estão no lugar, as encontramos mais facilmente. E assim evitam-se arrelias – 43% diz irritar-se com a desarrumação e 30% admite ter discussões semanais.
Familiaridade, segurança, tranquilidade e intimidade são, pois, sentimentos que os lisboetas associam à casa. Que não se limita a quatro paredes (apenas 7% vê a casa como um espaço geográfico), mas se estende ao bairro e às pessoas com quem se relacionam – os vizinhos, o dono da mercearia e do talho, a papelaria onde se compra o jornal, o cinema, o centro comercial ou os transportes.

O catálogo da IKEA está disponível também numa aplicação para smartphones e tablets que foi este ano melhorada, permitindo ver a 360º as diferentes soluções de decoração e experimentar mobiliário e outros objetos na nossa casa
IKEA > Alfragide, Braga, Loures e Matosinhos