Aos 32 anos, Alan Gifford Miller tornava-se o mais jovem speaker da Câmara de Nova Iorque. Nem três meses após os atentados do 11 de Setembro de 2001, o deputado municipal, do Partido Democrata, iniciava o quarto mandato com responsabilidades acrescidas, passando a liderar o City Council, a assembleia legislativa que controla a agenda política e orçamental, com poder de veto sobre decisões do mayor – e ele usou-o dezenas de vezes.
À data, os nova-iorquinos elegeram para a presidência o multimilionário Michael Bloomberg, do Partido Republicano, quase 30 anos mais velho. Da turbulenta relação entre as duas figuras mais poderosas da cidade nasceriam vários consensos para a resgatar dos escombros e não só. O contexto de elevado défice orçamental implicou cortes nos serviços à comunidade (por exemplo, na quantidade de quartéis de bombeiros operacionais) e aumentos de impostos sobre a propriedade, mas também facilitou entendimentos em programas de habitação acessível ou na proibição de fumar em espaços públicos fechados.