Vários estudos têm demonstrado, ao longo dos anos, uma associação positiva entre a atividade física e a longevidade. Neste estudo, publicado recentemente na revista JAMA Network Open, os investigadores do Instituto Nacional do Cancro dos Estados Unidos quiseram perceber o efeito protetor comparado de várias atividades em pessoas entre os 59 e os 82 anos.
Mais de 272 mil pessoas responderam a questionários sobre as atividades físicas que praticavam, o que permitiu perceber que enquanto parte dos participantes ocupava o seu tempo livre com caminhadas, natação ou ciclismo, a outra parte dos participantes assumia-se como sedentária.
De acordo com os resultados da investigação, em comparação com quem não praticava qualquer atividade física, os indivíduos que faziam 7 horas e meia a 15 horas de corrida ou de desportos de raquete por semana tinham a maior redução do risco de mortalidade por qualquer coisa. Caminhar, outros exercícios aeróbicos, golfe, natação e ciclismo também se mostraram eficazes nesse sentido. Mesmo um tempo de atividade inferior àquele intervalo equivalia a uma redução de 5% no risco de mortalidade.
A prática de desportos com raquete, como o ténis, teve um maior impacto na redução do risco de morte por problemas cardiovasculares – menos 27 por cento. Por sua vez, a corrida foi associada à maior redução no risco de cancro – em 19% – e de morte precoce por qualquer causa em 15 por cento.