O plano nacional de vacinação contra a covid-19 arrancou este domingo, 27, no Hospital de São João, no Porto, com o médico infecciologista António Sarmento a receber pelas mãos da enfermeira Isabel Ribeiro a primeira dose. E os relógios marcavam exatamente as 10h07 quando a primeira vacina foi administrada, sob o olhar da ministra Marta Temido e perante dezenas de `flashes´, objetivas de televisão e ao som de aplausos.
Iniciou-se assim a campanha de vacinação contra a Covid-19, mais de nove meses depois do primeiro caso registado no país, numa iniciativa que abrange, ao longo dos próximos dias, os 27 estados-membros da União Europeia.
A administração aconteceu na zona K5 que, habitualmente, está reservada às consultas externas do Hospital de São João e o primeiro a ser vacinado ( o diretor de serviços de doenças infecciosas, António Sarmento, de 65 anos) trabalha naquela unidade há 42 anos. Já a enfermeira Ana Isabel Ribeiro, que adminstrou a primeira vacina, terá outras para dar antes de chegar a sua vez: tem marcação feita para as 15h30.
Esta primeira vacina foi dada nua sala exclusivamente preparada para a imprensa registar este momento histórico – uma sala bem mais ampla do que as outras e onde aconteceu apenas a primeira imunização. As restantes, mais de duas mil, serão dadas em 25 gabinetes médicos preparados para o efeito. O Hospital de São João conta vacinar cerca de 200 pessoas por hora ao longo das próximas dez horas deste domingo.
Em Lisboa, o plano também já arrancou. No Hospital Curry Cabral, o primeiro profissional de saúde a ser vacinado neste hospital de Lisboa foi o médico Fernando Nolasco – e no Hospital de Santa Maria há também já foram vacinados vários profissionais de saúde – um processo que se repete igualmente em Coimbra,
A ministra da Saúde, Marta Temido, que acompanhou o processo de chegada do primeiro lote de vacinas ao país, e também estará hoje nos hospitais do Porto e de Coimbra para acompanhar o início do processo de vacinação, fez questão de assinalar que começar pelos profissionais de saúde foi uma escolha pragmática. “Éapenas um primeiro momento de uma fase. Recebemos vacinas ontem [sábado] e vamos receber mais vacinas amanhã [segunda-feira] e vamos receber mais vacinas nas quatro semanas de janeiro. Estimamos que nessas semanas de janeiro passemos das vacinações a profissionais de saúde para as vacinações a estruturas residenciais para idosos”, disse Marta Temido.
De acordo com a portaria do Governo que criou o plano nacional de vacinação contra a covid-19, e publicado na quarta-feira em Diário da República, a Direção-Geral da Saúde prevê vacinar até abril cerca de 950 mil pessoas dos grupos prioritários definidos pela ‘task-force’: pessoas com mais de 50 anos com doenças associadas, utentes e trabalhadores de lares e profissionais de saúde e de serviços essenciais.
Com Lusa