Pulverizar os pomares das quintas do seu avô, na Azambuja, foi das primeiras tarefas agrícolas que Luís Câncio, 53 anos, teve a seu cargo. Interrompido o curso de Economia, nos anos 90, comprou 65 hectares de terra, divididos por três propriedades, e foi fazer uma formação profissional de Jovem Agricultor. Na época, a mecanização do modelo agrícola provocou uma reviravolta no mercado e as terras passaram a dar o que os compradores queriam. Há quatro anos, Luís Câncio foi desafiado por Miguel Câncio Martins, seu primo direito e reputado arquiteto, a especializar-se em jardins verticais e, desde então, passou a trabalhar nas alturas, em plataformas elevatórias que o ajudam a instalar e a fazer a manutenção das estruturas verdes. Só o sistema de rega gota a gota está incorporado no próprio jardim. Um conceito ambiental que, apesar da sua forte componente estética, já é a solução para os graves problemas de poluição existentes em cidades como São Paulo (Brasil) ou Cidade do México. Luís baseia-se na técnica criada pelo guru dos jardins verticais, Patrick Blanc, na qual o botânico e designer francês, de 61 anos, não usa terra no desenvolvimento das plantas elas só precisam de água, minerais, luz e dióxido de carbono. Os futuros jardineiros já não poderão excluir a vertente ao alto e quantos mais conhecimentos em agronomia e botânica melhor. Para já, Luís vê no preço o único senão da tendência. Um metro quadrado pode custar, em média, 60 euros.
POTENCIAL DE CRESCIMENTO: MÉDIO/ALTO
COMPETÊNCIAS: FORMAÇÃO PROFISSIONAL COMO TÉCNICO DE JARDINAGEM E ESPAÇOS VERDES OU EM AGRONOMIA E BOTÂNICA