Todos os efetivos da PSP e da GNR, de cima a baixo, devem ter um tratamento igualitário no exercício das suas funções de segurança do Estado de Direito. Todos os suplementos ou tratamentos especiais que possam ser dados a uma força, como a PJ, que o merece, têm de ser replicados para todas as outras, mesmo que tuteladas por Ministérios diferentes. Não fazer isto é discriminar, marginalizar e segregar.
É verdade que este Governo está em gestão, e não pode nem deve assumir compromissos duradouros, que pertencerão aos novos governantes, sejam eles quem forem. No entanto, haverá certamente um meio termo, agora, para demonstrar preocupação com o estatuto remuneratório, as condições e meios, e a carreira das forças de segurança.
A menos que alguém esteja a copiar aqui o que acontece em alguns estados e cidades americanas, com o movimento extremista de esquerda que quer acabar com os fundos e meios usados pelas suas forças de segurança – “defund the police” – é chegada a altura dos partidos políticos da alternância de poder, PS e PSD, explicitarem claramente a sua posição. O Chega já foi muito claro nessa matéria, e essa posição não pode nem deve ser confundida com populismos ou extremismos.
A PSP e a GNR garantem-nos tranquilidade, segurança e bem-estar, no estrito cumprimento das leis, e por isso mesmo devem ter um estatuto remuneratório compatível com essas missões. Têm de ganhar mais, muito mais, ter acesso a condições de habitação dignas, e a meios eficazes e sempre disponíveis. Este não é o momento para o Governo em gestão se mostrar irritado. O MAI, desta vez, não se saiu bem e mostrou-se incapaz de encontrar soluções provisórias e imediatas. Para outros sectores há sempre fundos e disponibilidade, exceto para a polícia e para os militares da GNR. Não pode ser!
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