Luís Montenegro acha mesmo que vai ser o próximo primeiro-ministro, há um sinal que não engana: é contra a regionalização. O Terreiro do Paço tem essa característica, quem o ocupa ou pensa que vai ocupá-lo não resiste à centralização e à concentração do poder. Esse vício que permite pensar que se é capaz de decidir melhor sentado num gabinete com vista para o Tejo do que no terreno se uma ponte sobre um ribeiro em Trás-os-Montes deve ser construída no lugar X ou Y ou que tipo de apoios deve ter uma empresa para se instalar em Penacova ou em Lousada.
Todos os anos, com a época dos incêndios, somos lembrados da desertificação do território e da nossa cada vez pior falta de coesão territorial.