opinião
A democracia não cabe numa casa que ninguém consegue pagar. Opinião de Marcelo Avelino Copelli
Sem uma estratégia que articule construção, reabilitação, habitação pública e oferta privada a preços comportáveis, a resposta continuará fragmentada e sujeita à mudança de prioridades de cada governo
As ondas recuam para o mar, mas a areia fica molhada
Um pouco por todo o mundo, as pessoas enchem praças e exibem perigosos pedaços de cartão escritos à mão. Juntam-se. Organizam-se. Votam de braço no ar. Isto não estava no programa
“Mataram-nos”, acusam os jornalistas do Novaya Gazeta. Opinião de Rosa Ruela
Mais de 33 anos depois, a redação do Novaya Gazeta anunciou o seu encerramento, já no dia 9 de novembro, por pressão das autoridades russas
O direito à indignação e as auto-bastonadas do Governo
O Governo cometeu um enorme erro político ao condenar, proibir, reprimir as “acampadas”, que conseguiram um apoio, um ambiente de solidariedade e simpatia como há muito não se via no nosso país. E parece “provocação” a forma como reagiu a uma decisão judicial
Onde estamos, a morte do PSD e o novo partido. Opinião de Pedro Marques Lopes
Há um grupo que olha para o PSD, pura e simplesmente, como uma marca. Uma marca com uma máquina que importa aproveitar, mas que deve seguir a linha do Chega, tornando os dois partidos indissociáveis. É a linha de Passos Coelho e dos seus pequenos Bannons
Um desordeiro chamado António José. Opinião de Filipe Luís
O PR quer receber os manifestantes. Importa-se de repetir? Seguro vai mesmo dialogar com desordeiros? Em vez de os mandar prender? De quantos guarda-costas precisará António José Seguro para se proteger de tão perigosos “delinquentes”?…
A terra treme nas vozes destes povos. Opinião da escritora Safaa Dib
A Sérvia tem muitas razões para celebrar, mas o verdadeiro desafio político será provar que uma organização colaborativa e horizontal consegue assumir o poder e construir uma nova estrutura democrática, livre da influência russa e dos oligarcas
Kelsen às voltas na campa. Opinião do advogado Ricardo Sardo
Desde que pacífica, uma reunião de pessoas é um direito efetivo, seja em protestos, ou noutros eventos, como festejos desportivos ou festas populares. E que não exige autorização
Opinião | Os livros, a IA, as manifestações e o Mal
Os jovens são violentos? É a única linguagem que têm, fomos nós que os esvaziámos de utopia
Reacionário ou revolucionário?
Nós, que elegemos quem redige e aprova a lei, encolhemos os ombros, ao invés de exigirmos que quem lucra com os posts seja responsabilizado, exatamente e na mesma medida que qualquer proprietário ou responsável de um jornal, de uma rádio ou de um canal de televisão
Façam o favor de deixar de existir
Não nos esqueçamos daqueles 10% mais ricos que já detêm em Portugal cerca de 40% de todos os ativos imobiliários. Sim, “ativos”. Não “casas”. Esses precisam desesperadamente de nos entreter com imagens de violência que se passam em Paris ou em Tirana
Deves bater na zona dos rins e na boca do estômago
O caso não éo de um motim organizadopor motoqueiros embriagados, o que poderia suscitar a reação imediata da PSP, sem mais delongas: o caso é político. Há cidadãos em protesto, a interpelar o Governo. E o Governo não dispõe de guardas pretorianas
O Governo queria, mas não estamos em França
Estas manifestações seriam um acontecimento normal em democracia; o Governo conseguiu transformá-las numa luta por pilares fundamentais da democracia
Quem é agora da reação?
Perante um corpo a exercer a sua força, o outro corpo precisa de sentir que a reação pode ser feita em comunidade, aumentando a potência da aceleração. E isto não é uma lei de Newton
Eleições: Os dez dias que podem abalar o mundo
Entre 25 de outubro e 3 de novembro, os eleitores do Brasil, de Israel e dos Estados Unidos vão tomar decisões, nas urnas, que terão, necessariamente, impactos globais. O que está em jogo em cada um desses países e no resto do planeta
Crónica de uma morte anunciada
Transferimos as nossas vidas e atividades pessoais e profissionais para a “nuvem”. Era conveniente, eficiente e sobretudo, parecia, barato. Quanto tempo levaremos a agir?
A profissão de futuro é “senhorio herdeiro”. E não pode ser
Todos os dias oiço histórias que me mostram como é ténue a linha da pobreza para quem não herdou uma casa ou meios para ajudar a comprá-la nem teve a sorte de a comprar na altura certa
Bombando no bot
Os data centers também não são inocentes e imunes à criação de bots maliciosos. A Ucrânia tem-nos mostrado uma novidade: a guerra do futuro passa muito por estas infraestruturas e pela soberania digital. Mas não só a guerra – em muitos casos, a democracia também está presa a um fio de um data center
Brasil: à beira do precipício ou numa difícil democracia
É nítido que Lula está em ascensão e Bolsonaro a descer (não direi em queda). E caso se mantenha a dinâmica da campanha do Presidente e esta tendência, o há duas semanas quase impossível passará a ser bem provável
Quem armou esta barraca?
Concluir que o objetivo dos que protestam seria o de importar formas de violência é estar a dar ideias. Montenegro devia era ter falado com eles, antes de qualquer intervenção policial e de alguma infiltração de grupos violentos (a não ser que a desejasse...)
Os europeus estão a pagar duas vezes pela mesma seca
A Europa deve tornar economicamente compensadora a recuperação dos solos, da água e dos ecossistemas para os agricultores. Hoje, pede-se-lhes que suportem o custo da resiliência enquanto o dinheiro público continua a favorecer práticas que a fragilizam