opinião
Comer o elefante na sala, em fatias finas
Houve um músico famoso que foi falar como fundo abutre para comprar o apartamento de Maricarmen e salvá-la do despejo, cobrando-lhe a mesmarenda que sempre pagou. E houve outro doador anónimo que se ofereceu para pagar a renda à idosa. As duas ofertas foram ignoradas pelos abutres
As gémeas atacam de novo. Opinião de Filipe Luís
O MP assume que os serviços públicos, em Portugal, estão permeáveis a esta influência [política] (repare-se, não se fala de um pedido ou de uma ordem direta...) – quando o normal seria assumir que não estão
Buscas na PJ são normais? Opinião de Pedro Marques Lopes
É conhecida a vontade de extinguir a PJ e passar toda a investigação para a PSP. Também se sabe que a PJ continua imune à infiltração da extrema-direita, ao contrário da PSP e do MP, onde o Chega parece em certos sectores estar a assentar arraiais
Nós, Maricarmens. Opinião de Alexandra Correia
Quando vamos tirar da cabeça o mito de que o problema da habitação só atinge certas franjas da sociedade, fechando os olhos, minimizando-o de forma preconceituosa?
Portugal precisa de uma estratégia para o livro, a leitura e a literacia. Opinião do presidente da APEL
Os desafios da IA, a defesa da democracia e o cruzamento entre educação, cultura, saúde e economia são os pilares do BOOK 2.0, que reúne de 15 a 16 no CCB
Cidadãos de pleno direito de uma distopia. Opinião da escritora Safaa Dib
Estamos há anos a julgar que o pior não vai acontecer, quando o pior está sucessivamente a acontecer
A Humanidade em primeiro lugar. Opinião de António Caeiro
O último grande país com governo comunista tornou-se o motor de um bloco económico cujo nome nasceu no seio de um dos maiores bancos de investimento do mundo
18 mil milhões [Meta]-0[o resto do mundo]. Opinião de Sofia Santos Machado
A Meta apenas terá de pagar de imediato 12 mil milhões de dólares. E em reservas líquidas, a Meta tem mais de 90 mil milhões dólares…O dano é, como se vê, pequeno
Essa não sou eu: duvidar de mim na era dos perfis falsos
Recebi uma avalanche de mensagens a alertar-me para mais um perfil falso. “És tu? Não és mesmo tu, pois não?” Logo depois de assegurar uma e outra vez que não, pensei: quem sou eu?
Vinte e cinco anos depois das torres
Os aeroportos mudaram, as fronteiras mudaram, as leis mudaram. Mudou sobretudo a relação entre liberdade e segurança
Matar jornalistas é a forma máxima de censura
Só em 2025 foram mortos 129 jornalistas e profissionais dos média, sobretudo no âmbito de conflitos. Mas a violência contra o direito de informar é constante e não apenas nos ditos cenários de guerra
Gostamos mesmo da democracia?
Passados 94 anos, depois da destruição da Europa, depois do extermínio de seis milhões de judeus, um partido assumidamente próximo dos ideais do partido de Hitler volta a ter, no mesmo local, a mesma votação
M. A. Pina: o cronista raro, que nos faz muita falta...
Ele foi o poeta, o jornalista, o cronista, o dramaturgo, o autor de livros infanto-juvenis, o contador de histórias, o querido amigo. Em tudo, de uma forma ou de outra, singular. Absolutamente singular
Eu censuro, tu censuras, ele censura, eles continuam
Com esta moção, o Chega quis segurar Luís Neves: agora é que Montenegro não podia demiti-lo. Isto para garantir que haverá mesmo uma CPI que ponha a nu as tensões internas da PJ, uma das poucas forças policiais onde ainda não terá a influência que deseja
A Natureza nunca se engana
A Natureza não se adapta às nossas decisões; somos nós que deveríamos aprendera compreender os seus ciclos, ritmos e limites
"A China é fixe!"
O número de turistas que visitam a China está a aumentar cerca de 20% ao ano e, pelas contas do governo, em 2030 poderão ser 190 milhões e gerar uma receita de150 mil milhões de dólares
A história do fim da classe média
Ninguém fazia contas de cabeça para pagar um seguro de saúde. Ninguém sentia que se não fossem para uma escola privada estava a condenar os filhos a um futuro pior
Sintra é o ensaio. Washington já é o poder
Não é preciso importar um movimento inteiro para importar a sua gramática. Basta começar por repetir os seus códigos, transformar diferenças culturais em batalhas morais
O custo de ser responsável
Podemos não nos sentir responsáveis como sociedade por aquilo que fizeram os nossos antepassados. Mas é como um filho que herda dinheiros sujos – ele não cometeu o crime, mas vive à custa dele, beneficia do crime
Como o Chega está a "segurar" Luís Neves
Depois disto, mesmo que passasse pela cabeça de Montenegro demitir o ministro, nos próximos tempos, já não pode fazê-lo, sob pena de dar a imagem de estar submetido ao Chega. E Ventura sabe isso perfeitamente
Da clareza
É preciso coragem para enfrentar esta onda que ameaça engolir a democracia e os valores humanistas que tanto custou implementar – não importa o que nos chamem, se acreditamos que defendemos o que está certo