Pedro Marques Lopes
O Governo e os evangelistas televisivos mentem ou são ignorantes?
Qualquer especialista em migrações poderá explicar a Leitão Amaro que, havendo emprego, não há fronteira capaz de impedir que as pessoas procurem uma vida melhor
Bem-vindos a um novo pântano
Tudo o que fizer parte da agenda do Chega será viabilizado pelo PSD. Tudo o que o PSD pretender aprovar do seu arremedo de programa será bloqueado pelo Chega. Ou seja, só passa aquilo que Ventura quer
E não é que esta crónica era para ser sobre o Mundial?
Quando no estádio deixarem de estar os que amam os clubes, os que fazem algum tipo de sacrifício para lá estar, para passarem a ser apenas os que podem pagar muito dinheiro, o futebol passa a ser um espetáculo como outro qualquer. Um jogo sem alma
Ressentimento e desespero
Chega a ser espetacular vê-lo falar de reformas com um ar de quem está a revelar o terceiro segredo de Fátima sem dizer uma palavra sobre como essas coisas se levam a cabo
A desigualdade mata democracias
O que sabemos é que não há crescimento do PIB que traga mais igualdade, nem crise que não provoque mais desigualdade
A desconfiança mata a democracia
Já era suficientemente mau termos pessoas normais no poder − eu prefiro homens e mulheres anormalmente bons a liderar o País e as instituições −, mas agora temos, digamos, pessoas abaixo do normal
Estamos cada vez mais sós e mais frágeis
A crise de representação sindical é grave por si mesma, mas é um indicador avançado de uma crise social bem mais profunda: a da falência dos organismos ou instituições intermédias
Influencer, Influencer, Influencer
As pessoas estão mais interessadas em ver os inimigos políticos a serem atacados do que em ter uma Justiça que funcione. Desprezam as garantias de defesa, os princípios fundamentais, se isso servir para atacar os direitos de quem não gostam
Seguro, o melhor apoiante da reforma laboral
Daqui a uns tempos, quando os apoiantes do Chega sentirem na pele as alterações no quadro laboral, o partido encarregar-se-á de lhes mostrar que a culpa de isso estar a acontecer não é da lei, mas dos imigrantes, do Turquemenistão, da corrupção ou do Sócrates. O problema é que eles acreditarão
A lição húngara
O maior desafio é perceber como ultrapassar a destruição dos pilares democráticos. A pergunta é: será possível recuperar a democracia depois de uma experiência como a de Orbán? Ou, no mínimo, quanto tempo levará e o que será necessário para a restabelecer?
Revisão da Constituição ou mudança de regime
Parece que anda tudo esquecido de que, no boletim de voto, não há uma seleção de medidas que aqueles que escolhemos devem ou não implementar. Os deputados não são mandatários
Reformas estruturais ou escolhas ideológicas
Não há nada de errado em querer mudar o País de forma profunda. Pelo contrário. O que é errado é esconder essas escolhas atrás de palavras vazias, como se fossem evidências e não opiniões
Tem a palavra o PS. O PSD já se definiu
Passos Coelho tem o processo revolucionário que tanto deseja em curso. O único problema − para ele, claro − é que está a ser levado a cabo sem ele
Estamos adormecidos ou estamos mudados
Não li uma crónica, um editorial. Nenhum daqueles programas de opinião mostrou interesse no assunto. As televisões, que têm debates quase 24 horas por dia, nem de madrugada encontraram espaço para discutir o tema
Passos Coelho regressou, ainda bem
É provável que o PSD recebesse o ex-primeiro-ministro de braços abertos, ainda que com algumas resistências internas, e aceitasse a sua proposta de fazer um bloco de direita radical. Mas o eleitorado do partido ficaria profundamente dividido
Regionalizar é urgente
Quantas mais tragédias terão de acontecer para percebemos que não temos estruturas intermédias e que se não fossem os autarcas os problemas seriam muitíssimo maiores?
A catástrofe e a propaganda
Já se sabe: basta chegar a um cargo ministerial ou mesmo a primeiro-ministro para um empedernido defensor da regionalização renegar essa convicção. E não, não é por, de repente, ter visto a luz ou se ter apercebido de que seria um erro, é tão-só porque perder poder é coisa que custa muito
É preciso um partido de centro-direita
A Iniciativa Liberal ou o Cotrinismo são projetos libertários sem nada a ver com um centro-direita moderado, humanista e personalista
Não pode haver neutralidade quando a democracia está em causa
Quem ficar no PSD depois disto colabora nesta vergonha para a história do partido, para esse cuspir em tudo o que o partido já representou
Uma campanha triste
Imagine-se a esquerda a ter de se reorganizar tendo como principal figura António José Seguro. Mil blocos de esquerda e similares surgiriam, o PS partir-se-ia definitivamente e a direita perpetuar-se-ia no poder. Não é em vão que os principais apoiantes de Passos Coelho estão desde a primeira hora ativamente e em força na campanha de Seguro
1936 em 2026
Amanhã ou depois, mais um país será invadido ou cederá a uma qualquer chantagem da Rússia, da China ou dos EUA. A uma escala mais pequena, o mesmo acontecerá com países pequenos que estejam próximos de grandes por esse mundo fora. O que conta é o tamanho do exército