Pedro Marques Lopes
Seguro, o melhor apoiante da reforma laboral
Daqui a uns tempos, quando os apoiantes do Chega sentirem na pele as alterações no quadro laboral, o partido encarregar-se-á de lhes mostrar que a culpa de isso estar a acontecer não é da lei, mas dos imigrantes, do Turquemenistão, da corrupção ou do Sócrates. O problema é que eles acreditarão
A lição húngara
O maior desafio é perceber como ultrapassar a destruição dos pilares democráticos. A pergunta é: será possível recuperar a democracia depois de uma experiência como a de Orbán? Ou, no mínimo, quanto tempo levará e o que será necessário para a restabelecer?
Revisão da Constituição ou mudança de regime
Parece que anda tudo esquecido de que, no boletim de voto, não há uma seleção de medidas que aqueles que escolhemos devem ou não implementar. Os deputados não são mandatários
Reformas estruturais ou escolhas ideológicas
Não há nada de errado em querer mudar o País de forma profunda. Pelo contrário. O que é errado é esconder essas escolhas atrás de palavras vazias, como se fossem evidências e não opiniões
Tem a palavra o PS. O PSD já se definiu
Passos Coelho tem o processo revolucionário que tanto deseja em curso. O único problema − para ele, claro − é que está a ser levado a cabo sem ele
Estamos adormecidos ou estamos mudados
Não li uma crónica, um editorial. Nenhum daqueles programas de opinião mostrou interesse no assunto. As televisões, que têm debates quase 24 horas por dia, nem de madrugada encontraram espaço para discutir o tema
Passos Coelho regressou, ainda bem
É provável que o PSD recebesse o ex-primeiro-ministro de braços abertos, ainda que com algumas resistências internas, e aceitasse a sua proposta de fazer um bloco de direita radical. Mas o eleitorado do partido ficaria profundamente dividido
Regionalizar é urgente
Quantas mais tragédias terão de acontecer para percebemos que não temos estruturas intermédias e que se não fossem os autarcas os problemas seriam muitíssimo maiores?
A catástrofe e a propaganda
Já se sabe: basta chegar a um cargo ministerial ou mesmo a primeiro-ministro para um empedernido defensor da regionalização renegar essa convicção. E não, não é por, de repente, ter visto a luz ou se ter apercebido de que seria um erro, é tão-só porque perder poder é coisa que custa muito
É preciso um partido de centro-direita
A Iniciativa Liberal ou o Cotrinismo são projetos libertários sem nada a ver com um centro-direita moderado, humanista e personalista
Não pode haver neutralidade quando a democracia está em causa
Quem ficar no PSD depois disto colabora nesta vergonha para a história do partido, para esse cuspir em tudo o que o partido já representou
Uma campanha triste
Imagine-se a esquerda a ter de se reorganizar tendo como principal figura António José Seguro. Mil blocos de esquerda e similares surgiriam, o PS partir-se-ia definitivamente e a direita perpetuar-se-ia no poder. Não é em vão que os principais apoiantes de Passos Coelho estão desde a primeira hora ativamente e em força na campanha de Seguro
1936 em 2026
Amanhã ou depois, mais um país será invadido ou cederá a uma qualquer chantagem da Rússia, da China ou dos EUA. A uma escala mais pequena, o mesmo acontecerá com países pequenos que estejam próximos de grandes por esse mundo fora. O que conta é o tamanho do exército
O ator político mais importante de 2026
O Parlamento cada vez mais se parecerá com uma tasca mal frequentada, os cartazes com ataques aos imigrantes e às minorias multiplicar-se-ão, os média tradicionais serão alvo de ataques ferozes
Obrigado, queridos imigrantes
Os imigrantes não tiram trabalho a ninguém e não fazem reduzir os salários, muito pelo contrário: a dinâmica que trazem à economia, o facto de ocuparem postos de trabalho que não estavam preenchidos, cria mais empregos e mais oportunidades
As presidenciais e a velinha a São Domingos
Olhamos para a Assembleia da República e em boa medida para o Governo e o cenário é assustador: gente pouco qualificada, pouco conhecedora da realidade, carreirista e pouco preocupada com o bem comum
Estamos velhos e talvez acabados
Um Portugal que, sem imigrantes, teria apenas 6 milhões de habitantes em 2100 não teria recursos para distribuir por menos gente, seria uma pobre casa de repouso. Se estamos aparentemente a salvo dessa distopia é porque a imigração vem cobrindo esse défice populacional
A República dos juízes
Há duas coisas que um juiz não faz: gerir e investigar. No caso concreto do juiz Carlos Alexandre, temos alguém que nunca geriu nem investigou coisa nenhuma, nem tem formação para nenhuma das duas atividades
A imigração e a ignorância
A própria essência da imigração económica contraria o argumento de que ter mais trabalhadores pressiona os salários: a imigração sobe quando há crescimento económico e baixo desemprego e desce quando o desemprego sobe
Desculpem voltar a incomodar
Alguém é vigiado, vê as suas contas bancárias e declarações fiscais controladas, a lista das suas chamadas devassada e nem pode saber por que raio isso aconteceu
Estamos conversados
Escolhendo uma revolução na legislação laboral, e não nos impostos e taxas ou na burocracia, o Governo parece radicar o nosso défice estrutural da produtividade na legislação laboral