A Grande D

A crónica que eu não queria escrever: o luto pela perda de um animal

Existe no luto uma proporção: o papel que quem perdemos tinha na nossa vida. E é aqui que o design social da vida contemporânea nos muda as voltas: para muitíssimos de nós, o animal de estimação é o pilar estrutural de suporte emocional, de propósito diário e de amor incondicional

Marta Rebelo
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2025, o ano dos 30 milhões de caixas de psicofármacos consumidas

Marta Rebelo
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Ecoansiedade e outras alterações do clima mental

Impacto indireto. Provavelmente já ouviu falar de ecoansiedade. Mas sabe o que é solastalgia ou ecoluto?

Marta Rebelo
A Grande D

A verdade algorítmica, os criadores de verdades digitais e a nossa saúde mental

Temos de encher as trincheiras de mediadores facto-consumidor rigorosos e credíveis, temos de reprogramar o cérebro: sobreviver não é endeusar os algoritmos, é voltar a por a verdade no centro do altar. É ter visão própria – e não fechar os olhos à VISÃO

Marta Rebelo
A Grande D

Tudo o que não queremos no Natal é solidão

O Natal é a época mais solitária do ano para muita gente. Porque nos é imposta a comparação, vendida a perfeição, e o confronto com a realidade é emocionalmente angustiante

Marta Rebelo
Porque o stress da tarde é mais perigoso que o da manhã
A Grande D

Os homens também choram – e têm depressão, adições e morrem por suicídio

A expectativa social é que os homens reprimam as suas emoções, para caberem no molde culturalmente determinado: fortes, independentes, provedores. E, consequentemente, auto-estigmatizados quanto à sua saúde mental

Marta Rebelo
A Grande D

Podia ter sido eu

O suicídio não mingua, cresce. E perante tudo isto, que dura há tanto, demasiado tempo, continuamos plenos de estigma a calar esta palavra, a perpetuar o mitológico silêncio evitante, a entender que não há como ser preventivo ao falar de suicídio em casa, socialmente, nos media. Continuamos cheios de preconceitos com a saúde e pavor da doença mental. E tudo isto redunda sempre, exatamente, no mesmo: a surpresa perante um suicídio, “mas ele parecia tão bem”, “o que é que podíamos fazer?”. Muita coisa. Vamos mudar esta narrativa e mirrar esta numerologia intolerável?

Marta Rebelo
A Grande D

Válidas até aos 40? O idadismo de género na saúde mental das mulheres

Se somos metade da população mundial, ao menos pela quantidade temos de mudar a forma como se pensa, sente e age perante a idade – que a longevidade não discrimina, o Homem sim

Marta Rebelo
A Grande D

Desgaste por empatia: quando sentir (excessivamente) as dores do mundo é doença

Mas afinal, o que é isto? Excesso de sensibilidade? Sentimentos extremos de compaixão? Não. É fisiológico, psicológico e impacta na nossa saúde mental.

Marta Rebelo
A Grande D

40 segundos

Enquanto estiver a ler o primeiro parágrafo desta crónica, uma pessoa suicidou-se. Ocorre um suicídio a cada 40 segundos

Marta Rebelo
A Grande D

O "efeito Biles" ou como a saúde mental ganhou os Jogos de Paris

Os preconceitos com as doenças mentais foram combatidos em cada acrobacia, tiro, mergulho, sprint. E a equipa vencedora fomos todos nós, quase 2 mil milhões e quem está nos arredores, que lidamos com a doença mental

Marta Rebelo
A Grande D

Saúde mental ocupacional: É o trabalho que provoca doença (mental), ou é a saúde mental que dá trabalho?

Ao aceitarmos o nexo causal do burnout como sendo de “um empenhado trabalhador”, conseguimos despi-lo do preconceito e discriminação que tapa os doentes mentais até ao pescoço

Marta Rebelo
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Porque nos causa espanto o suicídio de humoristas?

Ainda hoje sociedade e media se guiam pela cartilha do segredo. As teses “científicas” de que falar sobre o suicídio e noticiar suicidas gera um efeito mímico e crescimento suicidário, são ridículas mas só agora começam a ser desmontadas. Porventura acham que alguém precisa de manual de instruções para se matar? Ou que, sem que esteja mergulhado num sofrimento excruciante, insuportável, sem vislumbre de saída, alguém decide desistir da vida porque viu nas notícias?

Marta Rebelo
A Grande D

Mind the gap. O impacto da desigualdade de género na saúde mental das mulheres

No início do século XIX feminizou-se a loucura. Em 2001 a OMS reconheceu o impacto da discriminação social de género na saúde e na doença mental. Em 2023, fazem-se contas e faltam 300 anos para alcançarmos a igualdade de género. Isto não é de loucos?

Marta Rebelo
A Grande D

Burnout num ambiente laboral incendiário, sem extintores e cheio de pirómanos

O burnout ocupacional foi exacerbado pela pandemia mas é pré-pandémico, está associado a cerca de 1 milhão de mortes anuais, custa milhares de milhões a empresas e Estados, deu origem à Great Resignation de 2021 e junta-se incendiariamente à crise de saúde mental global para dar transparência ao óbvio: a forma como trabalhamos é insustentável

Marta Rebelo