Como muitos recordarão, há poucas semanas, a discussão sobre o programa do Governo ficou marcada por uma acesa troca de palavras entre o líder do Chega e o presidente da Assembleia da República na sequência de uma intervenção do primeiro acerca da comunidade cigana. Com uma calma e uma elevação que contrastaram com muitas das reações inflamadas do seu antecessor, Augusto Santos Silva relembrou aquilo que, em bom rigor, não deveria precisar de ser relembrado: “Não há atribuições de culpa coletiva em Portugal.”
Vale a pena, um pouco tarde e a más horas, fazer duas curtas reflexões sobre o episódio.