A Fundação foi lançada quando eu tinha apenas 8 anos. Não me lembro de ouvir falar nela na infância, mas na adolescência vi pela primeira vez a palavra “Gulbenkian” quando uma carrinha das bibliotecas itinerantes passou na minha aldeia [é natural do Vieiro, concelho de Vila Flor, Bragança].
No início dos anos 60, a passagem daquelas carrinhas era muito importante para nós porque não havia sequer biblioteca em Vila Flor. Lembro-me de que foi aí que li os contos do Miguel Torga e depois obras de outros dos nossos escritores portugueses.
