Num romantismo desajeitado, acreditaríamos. Como só os mentirosos e os poetas podem acreditar no poder das palavras que trocamos em sussurro de rio de verão, vendo um jesus marinheiro caminhar sobre a água.
Beberíamos mais um copo, talvez dançássemos ao som de Leonard Cohen e por fim entrelaçaríamos as mãos, com os dedos húmidos. Uniríamos os corpos estranhos e trocaríamos o primeiro beijo, o beijo primordial, o da criação.
Depois, acabaríamos numa cama de aventura, passando toda a nossa teoria a uma prática de lençóis de linho fresco, como amantes da primeira madrugada.
E haveria chá e laranjas vindas da China, para sempre…