Por Miguel Seabra
Nos últimos anos, a relojoaria de prestígio tem sido caracterizada por uma tendência das marcas em reeditar modelos históricos que muito contribuíram para o respectivo património – mergulhando no passado e rebuscando arquivos para recuperar antigos modelos e apresentá-los com uma sofisticação técnica contemporânea. Assim tem-se o melhor dos dois mundos: o peso histórico de uma referência de culto e um relógio actual que não precisa da manutenção onerosa que os mecanismos antigos exigem…
A Porsche Design não hesitou em seguir a tendência, apresentando uma razão histórica plausível para o fazer: o 30º aniversário do primeiro cronógrafo em titânio na história da relojoaria. As linhas do Titanium Chronograph de 1980 são criteriosamente respeitadas, com o vínculo minimalista e o mostrador reminiscente dos instrumentos de bordo tão caros à Porsche Design. Mas a reedição – diferente de uma reinterpretação, já que é muito fiel ao original – apresenta um tamanho de 44 milímetros mais adequado aos pulsos actuais e a superfície recebeu um tratamento que a protege dos riscos.
O Porsche Design Heritage P’6530 também apresenta uma subtileza no layout monocromático ladeado pela escala taquimétrica, com a disposição tricompax vertical dos submostradores a ser complementada por janelas de calendário à direita: ao lado da data, o dia da semana cinge-se a duas letras (habitualmente são três) para uma melhor legibilidade. A bracelete integrada, que revela uma tendência transportada da década de 70, é bem mais complexa do que parece graças a uma estrutura de elos interior que a torna extremamente maleável para contornar ergonomicamente o pulso.
Lançado numa edição limitada a 911 exemplares (número incontornável na marca…), o Heritage P’6530 inaugura a nova linha da Porsche Design destinada a celebrar os seus ícones do passado.
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