
PT, Vodafone e Cabovisão constituíram-se como contra-interessadas na fusão entre a Optimus e a Zon, mas as posições da concorrência não impediram a Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom) de emitir um parecer favorável à operação que deverá dar origem ao segundo maior operador de telecomunicações português.
De acordo com o Público, a Anacom já fez chegar a análise à Autoridade da Concorrência (que tem a decisão final sobre este dossiê). Apesar de não ter manifestado oposição à fusão, a entidade que regula as comunicações impôs algumas condições no que toca aos acessos às redes que vão ser geridas pela nova marca.
A decisão da Anacom não põe termo ao processo de avaliação, mas segundo os especialistas, poderá ser determinante na decisão que a AdC deverá anunciar em breve. A AdC não tem poder para impedir a fusão dos dois operadores, mas poderá aplicar condições que permitam assegurar o equilíbrio da concorrência.
E foi alegando questões relacionadas com o equilíbrio da concorrência que os operadores PT, Vodafone e Cabovisão se constituíram em contra-interessados, acabando por retardar a emissão da decisão final, devido aos procedimentos relacionados com o pedido de informação e o envio de posições sobre esta operação.
Mário Vaz, presidente da Vodafone Portugal, dá a voz a alguns dos receios gerados pelo aparecimento de um operador que junta os 3,5 milhões de clientes da rede móvel da Optimus aos 1,5 milhões de clientes de TV e 790 mil acessos da Internet da Zon. Segundo o líder da Vodafone, a fusão pode gerar um «agravamento da situação de duopólio» nas redes fixas.