“Não é um aumento significativo do investimento, mas pode significar muito na melhoria das condições de vida destas pessoas e acreditamos que é possível tirar 200 pessoas da rua” até 2018, disse à agência Lusa o vereador dos Direitos Sociais da câmara de Lisboa, João Afonso.
De acordo com o autarca, o Programa Municipal para a Pessoa Sem-Abrigo (PMPSA) visa “racionalizar o que tem sido o investimento municipal, ao nível estratégico e financeiro”, feito em parceria com outras entidades.
A renovação e construção de balneários e sanitários, a criação de um programa de saúde de proximidade focado na questão mental, a distribuição de quatro equipas técnicas de rua pela cidade e a criação de mais quatro Núcleos de Apoio Local (NAL) ajudando 150 sem-abrigo a alimentarem-se são algumas das medidas previstas no PMPSA.
Apesar de serem reduzidas as vagas temporárias de emergência, serão criadas 150 vagas de alojamento e ainda 168 novas respostas de dia ao nível de ocupação profissional e social.
O objectivo é todos os projetos estarem em curso até ao final de 2017, sendo que o programa decorre até 2018.
Em três anos, serão investidos 5,8 milhões de euros. Atualmente, existem cerca de 600 pessoas sem-abrigo na capital.