Escolheram o interior do País para trabalhar e têm um percurso feliz, de Trás-os-Montes a Fornos de Algodres, com passagem pelo Douro e pelo Dão. Remando contra a maré, trocaram as grandes cidades onde cresceram e estudaram pelo mundo rural. Sem romantizarem a sua experiência, que inclui espinhos e obstáculos sortidos, partilham o amor pela terra, pelas pessoas e por um modo de vida mais ligado ao produto, seja o vinho, o queijo ou a vaca maronesa.
Maria Aguiar, 36 anos, e Marta Hoelzer, 29 anos, mudaram-se do Porto para o Douro. Rita Gomes, de 29 anos, deixou Espinho e o Porto para se fixar em Vreia de Jales, uma pequena aldeia perto de Vila Pouca de Aguiar. Mariana Salvador, de 37 anos, trocou Lisboa pelo Porto, mas é no Dão que passa grande parte do seu tempo. Ana Martins, de 39 anos, é de todas a que deixou a cidade há mais tempo para se fixar em Fornos de Algodres. Nenhuma pensa voltar atrás ou mudar de rumo. Afinal, quem “corre por gosto não cansa”, ouvimos mais do que uma vez. Trazem inspiração, transpiram entusiasmo e histórias para contar. Pelo caminho, há episódios menos felizes, até porque nem tudo é um mar de rosas, mas a “força” está com elas. A renovação geracional é lenta, mas vai acontecendo.
