A 16 de outubro último, o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman foi calorosamente recebido em Bruxelas por Ursula von der Leyen e pelos chefes de Estado e de governo dos países da União Europeia, para a primeira cimeira UE-Golfo. Mas, naquele mesmo dia, um “tribunal especial” controlado pela monarquia absolutista de Riade condenou o cartoonista saudita Mohammed al-Ghamdi a 29 anos de prisão, numa sentença irrecorrível. Nada que perturbasse o bom andamento dos trabalhos de tal cimeira.
E que crimes, afinal, cometeu Al-Ghamdi, que se assina Al Hazza nas suas ilustrações, para tão brutal punição? “Ofensas” ao rei Salman e ao príncipe herdeiro Bin Salman, acrescidas de “mensagens hostis” ao regime ditatorial saudita, sentenciou o referido “tribunal especial”.
