O funcionário do FC Porto, Fernando Saul, é um dos 12 detidos na Operação Pretoriano. Speaker nos jogos realizados no Estádio do Dragão, Fernando Saul ocupava o cargo de oficial de ligação aos adeptos – e teria uma relação de proximidade com Fernando Madureira e os Super Dragões.
A PSP realizou, esta manhã, 11 buscas domiciliárias, na região do Grande Porto, em casa de vários elementos dos Super Dragões. O caso estará relacionado com um inquérito do Ministério Público, que corre no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, relacionado com eventuais crimes de ofensas corporais, ofensa e ameaça, na sequência dos incidentes ocorridos na última Assembleia-Geral do clube portista, como foi anunciado em comunicado.
Nas diligências realizadas – que contaram com o apoio de elementos do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Unidade Especial de Polícia (UEP) –. a PSP terá confiscado diversas armas e apreendeu um cofre com milhares de euros da casa de Fernando Madureira. Também confiscou mais de uma centena de ingressos para eventos desportivos, artefactos pirotécnicos e vários estupefacientes como cocaína e haxixe, avança o Correio da Manhã. Foram ainda apreendidos pelas autoridades três automóveis (um Porsche e dois BMW) propriedade do líder da laque do FC Porto.
Fernando Madureira (conhecido pela alcunha de “Macaco”) foi detido. A sua mulher (Sandra Madureira) e Vítor Catão, conhecido adepto portista e ex-presidente do São Pedro da Cova, também foram detidos. A CNN Portugal avançou, esta manhã, que “há ainda suspeitas de esquema orquestrado de ameaças a André Villas-Boas”, que, em meados de janeiro, apresentou a sua candidatura à presidência do FC Porto.
Recorde-se que AG Extraordinária do FC Porto, realizada a 14 de novembro, no Dragão Arena, acabou por ser cancelada, depois de cenas de violência, protagonizadas por Fernando Madureira e outros elementos dos Super Dragões, contra sócios do clube críticos de Pinto da Costa.
Duas semanas antes, na madrugada de 31 de outubro, a casa de André Villas-Boas tinha sido atacada, com pichagens nas paredes, com frases onde se podia ler “AVB traidor”. A estes atos somaram-se ainda as agressões, de um grupo de pessoas não identificadas, a um zelador daquele prédio, e que obrigou a tratamento hospitalar.