O incidente passou-se no distrito de Muzaffarnagar, e o vídeo mostra a criança de pé, com medo, à frente dos seus colegas, enquanto a professora lhes pede que lhe batam.
Enquanto os seus colegas obedecem e lhe dão uma bofetada, ouve-se a professora a questionar: “Porque não bates com mais força?”
O vídeo tornou-se viral nas redes sociais e gerou uma onda de indignação. O caso já chegou às autoridades e vai ser investigado.
Num vídeo posterior, a professora tentou defender-se dizendo que, como era deficiente e não se podia levantar para bater na criança, alegadamente por não saber a tabuada, obrigou os outros alunos a fazê-lo, garantindo não ter qualquer preconceito religioso.
“Havia pressão por parte dos pais da criança para ser rigorosa com ela. O primo da criança estava sentado na sala de aula. O vídeo foi gravado por ele e, mais tarde, foi distorcido”, garante a professora, que alega que as imagens não mostram toda a situação.
A presidente da Comissão Nacional para a Proteção dos Direitos da Criança, Priyank Kanungo, já pediu que o vídeo não seja partilhado nas redes sociais: “Estão a ser emitidas instruções para agir, pede-se a todos que não partilhem o vídeo da criança, não se tornem parte do crime revelando a identidade das crianças.”
O pai da vítima disse aos jornalistas que ia retirar o seu filho da escola. “Não voltarei a mandar o meu filho para essa escola e eles vão devolver-me o que eu paguei”.
A tensão entre a comunidades hindu e muçulmana tem-se mantido elevada, após uma série de confrontos recentes. No norte do estado de Haryana, hindus e muçulmanos confrontaram-se durante uma procissão religiosa de um grupo nacionalista hindu. Mais tarde, as tensões alastraram a Gurugram, a cerca de 30 km de Nova Deli, onde a multidão incendiou uma mesquita e matou um clérigo muçulmano. Um casal de idosos muçulmanos foi espancado até à morte em Uttar Pradesh por causa da relação do seu filho com uma mulher hindu.