Há estradas que apenas ligam pontos no mapa e há estradas que contam uma história. A Nacional 212, no troço entre Alijó e a foz do rio Tua, insere-se nessa categoria. Durante décadas, a foz foi sobretudo um lugar de passagem – entre a linha ferroviária, a estrada e o rio. Hoje, afirma-se como destino principal.
São poucos quilómetros, cerca de 15, mas a viagem pede vagar. A estrada serpenteia a encosta, cruza pequenas aldeias e acompanha o vale até ao encontro do Tua com o Douro. O ideal é reservar tempo – um fim de semana prolongado ou até mais dias – para fazer o percurso com calma e ir parando nos lugares que dão sentido à região: passadiços, miradouros, lagares, adegas, padarias e aldeias onde o Douro continua a ser vivido à escala humana.
