O estudo, dirigido por peritos da Universidade Hasselt, na Bélgica, teve como objetivo analisar de que forma o contacto com espaços verdes pode estar relacionado com a inteligência e o comportamento das crianças. Para tal, foi avaliado o QI (quociente de inteligência), de 620 crianças entre os 7 e os 15 anos. Posteriormente, foi medido o “nível de verde” de um bairro residencial, que incluía parques, jardins, árvores e outros tipos de vegetação.
Uma das concluões, e que já não é novidade, é que os ambientes mais ricos em vegetação são essenciais para melhorar as capacidades cognitivas. Mas os peritos incluíram a avaliação do QI e notaram que este é mais elevado nas crianças que vivem em áreas verdes. Assim sendo, a análise revelou que um pequeno aumento de 3% da área verde no bairro analisado conduziu à subida média de 2,6 pontos do QI, tanto em zonas mais ricas, como em zonas mais pobres.
“Há cada vez mais provas de que ambientes verdes estão associados à nossa função cognitiva, noemadamente à memória e à atenção”, disse Tim Nawrot da Universidade de Hasselt, citado pelo Guardian. “O que este estudo adiciona com o QI é uma medida clínica mais difícil e bem estabelecida. Acho que os construtores de cidades, ou os que planeiam as mesmas, devem priorizar o investimento em espaços verdes porque é realmente importante criar um ambiente ideal para as crianças desenvolverem todo o seu potencial ”, acrescenta.
O estudo concluiu, ainda, que o QI médio de todas as crianças avaliadas foi 105 revelando, ainda, que 4% das crianças com pontuação abaixo de 80, cresceram em zonas com pouca vegetação. Por outro lado, nenhuma daquelas residentes em áreas mais verdes revelou uma pontuação abaixo desse nível.
Os especialistas afirmam que ainda não há uma justificação 100% certa para explicar este fenómeno. No entanto, estepode estar associado com o facto de que nas zonas verdes os níveis de stress são mais baixos, as crianças brincam mais e estabelecem um maior contacto social.