Existem já muitos equipamentos eletrónicos construídos a pensar a pensar numa melhor gestão do tempo, do trabalho e da eficiência na cozinha, apesar de ainda serem apenas protótipos. A BBC passou em revista alguns destes possíveis auxiliares do futuro.
O Foodini é um exemplo. Criado pela empresa espanhola Natural Machines, é uma impressora 3D que “imprime” vários tipos de alimentos, a partir de cápsulas – o equivalente aos tinteiros nas impressoras “normais”.
Baseando-se no Foodini, a NASA tem feito pesquisas para construir um equipamento idêntico que confecione bons alimentos para os astronautas em missões. Em entrevista à BBC, a diretora da Natural Machines, Lynette Kucsma, disse: “estamos em busca de comida do dia-a-dia, comidas saborosas”.
Segundo a empresa, o preço da máquina irá rondar os 900€, apesar de não haver, ainda, previsão de datas para o seu lançamento.
A Chop-Syc, tábua de cortar com um ecrã tátil e um sistema wi-fi, que consegue pesar ingredientes, sugerir receitas e medir a quantidade de algo a ser confecionado, de acordo com o número de pessoas que vão comer aquele prato; a Nutrima, uma balança dobrável que é capaz de pesar os alimentos e também de calcular seu valor nutricional, que tem como objetivo incentivar a uma alimentação mais saudável; ou o HAPIfork, um garfo que monitoriza a velocidade a que comemos para tentarem que as pessoas desacelerem a velocidade da refeição, são alguns outros equipamentos que poderão revolucionar as nossas cozinhas dentro de alguns anos.
A Electrolux, empresa sueca que fábrica eletrodomésticos, já atribuiu prémios de design a alguns destes equipamentos. Henrik Otto, vice-presidente de design da Electrolux disse, em entrevista à BBC, que “ainda há muita tecnologia que não entrou na vida quotidiana, como, por exemplo, aquilo a que chamamos de indução ao cozinhar” – uma técnica que usa corrente elétrica alternada para produzir um campo magnético que oscila e aquece as panelas – “É mais rápido e usa menos energia, para aquecer comida, do que um fogão a gás ou elétrico”, acrescenta Otto.
Frigoríficos inteligentes que usam wi-fi e com leitor de códigos de barras para calcular a quantidade de comida armazenada e quando será necessário repor os stocks, são outros dos equipamentos que poderemos ter disponíveis em breve.