O secretário-geral do PS afirmou hoje que o presidente do PSD fez acusações “gratuitas” e sem sentido ao dizer que estão a ser feitas nomeações para cargos intermédios do Estado e que são ocultadas pelo Governo.
Em Coruche, Pedro Passos Coelho fez a seguinte acusação ao Governo: “Tenho recebido da parte de funcionários públicos denúncias que apontam que o Estado está, nomeadamente o ministério da Justiça, a fazer nomeações para cargos intermédios da administração e ao mesmo tempo a solicitar que essas nomeações não sejam publicadas em Diário da República, a não ser depois do próximo Governo tomar posse”, disse, exigindo esclarecimentos do Governo sobre o que se está a passar.
Falando aos jornalistas na Guarda, José Sócrates considerou que “essa acusação é não apenas gratuita, como não se percebe o que Pedro Passos Coelho quer fazer, porque o Governo tomou uma deliberação bem expressa no sentido de que não haverá nomeações num período de gestão”.
Ministério da Justiça nega
O Ministério da Justiça nega as acusações do líder do PSD, Pedro Passos Coelho, sobre a existência de nomeações ocultas na Administração da Justiça, dizendo que estas “carecem de fundamento”.
O Ministério da Justiça, num esclarecimento enviado à agência Lusa, desmente essas nomeações dizendo que “as acusações carecem por completo de fundamento”. E adianta que, “por razões de rigor de procedimentos, foi suspensa, logo após a queda do Governo, a tramitação de todos os processos de nomeação, mesmo quando referentes a dirigentes selecionados por concurso público”.
Passos quer Governo pequeno
O líder do PSD voltou hoje a defender um Governo com apenas dez ministros para “dar um exemplo” e poupar, mas também porque quer um executivo que funcione de forma solidária, em oposição ao que acontece atualmente.
“Quando eu digo que quero um Governo mais pequeno, não é só para dar o exemplo, é para que esse Governo funcione solidariamente e quando se reúne todas as semanas não esteja cada um a tratar do seu assunto, mas que seja o Governo do país a tratar dos assuntos do país”, advogou, durante um encontro com agricultores, em Coruche.
Ou seja, continuou, é importante que quem tem responsabilidades no país se consiga “consertar”, ao contrário do que transparece do atual executivo liderado por José Sócrates.