As ruas e praças do monumental centro histórico de Havana estão cheias de gente. Apesar da grave crise humanitária que Cuba atravessa, há grandes hotéis, bares famosos e restaurantes a funcionar. Com muito poucos turistas, é certo. Mas, aparentemente, tudo está como dantes. Até Eça de Queirós, retratado num painel de azulejos com quatro outros ilustres “vencidos da vida”, continua no café Santo Domingo, casa de que foi assíduo frequentador quando exercia funções diplomáticas em Cuba.
Ao fundo do vetusto estabelecimento, uma imagem do Elevador da Bica, com o Tejo por baixo, cobre toda a parede. Jovens, alguns com os seus computadores ligados, bebem chá e café. Lá fora, há quem peça dinheiro para comer. Tudo muito complexo, contrastante, contraditório.
