A maior concetração de novichok foi encontrada junto à porta da casa de Sergei Skripal, o ex-espião russo envenenado, juntamente com a filha, no passado dia 4 de março, mas nove outros locais estão agora a ser descontaminados porque os especialistas acreditam que o gás nervoso ainda aí está presente e, em alguns casos, em níveis potencialmente tóxicos.
Segundo o responsável científico do Departamento britânico para o Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais, Ian Bovd, o processo de descontaminação vai custar milhões de libras e prolongar-se por meses.
“Temos de assumir que, em certas circunstâncias, há concentrações relativamente elevadas, provavelmente em localizações muito, muito específicas, que podem estar em níveis que podem ser tóxicos para os indivíduos”, alerta Boyd.
O responsável fez estas declações aos jornalistas, numa conferência sobre o processo de limpeza que implica até a substituição das fitas de segurança da polícia por vedações mais robustas.
O posto da polícia da Salisbury e os edifícios municipais estão entre os locais que vão estar encerrados durante oito semanas, já a partir desta sexta-feira.
O ex-espião russo e a filha, Yulia foram encontrados inconscientes num banco perto de um centro comercial em Salisbury, sul de Inglaterra. A jovem teve alta hospitalar há quase duas semanas e transportada para um lugar seguro