Mais de um mês depois de o ex-espião russo Sergei Skripal, 66 anos, e a filha, Yulia, de 33, terem sido expostos a um gás neurotóxico, a 4 de março, o departamento do Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do governo britânico revela o que aconteceu aos seus animais de estimação.
Skripal e Yulia foram encontrados inconscientes num banco perto de um centro comercial em Salisbury, sul de Inglaterra. A exposição ao agente neurotóxico novichok deixou ambos em estado crítico, mas a filha já recuperou a consciência.
Skripal tinha dois porquinhos-da-índia e dois gatos. Os dois primeiros foram encontrados mortos e um dos gatos em sofrimento, o que levou ao veterinário que acompanhou a equipa que se deslocou à casa do ex-espião a optar pela eutanásia. O outro gato está desaparecido.
Mosvoco, que o Reino Unido continua a acusar pelo ataque mas que recusa responsabilidades, mostrou preocupação, no início desta semana, com o bem-estar dos animais. A ministra russa dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, questionou a ausência de informação, por parte do governo britânico, acerca do destino dos animais, lembrando que “devem ter sofrido” com a exposição ao veneno.
Na terça-feira, o diretor-executivo do laboratório militar britânico de Porton Down anunciou que as análises realizadas não permitiram determinar onde foi produzido o gás neurotóxico que envenenou Serguei Skripal.
“Conseguimos determinar que é novichok e determinar que é um agente neurotóxico militar”, disse Gary Aitkenhead, adiantando que a substância exige “métodos extremamente sofisticados para ser produzida, uma capacidade que só está ao alcance de um Estado”.