Sete anos depois de se terem desfeito das minas de volfrâmio da Panasqueira, os canadianos da Almonty regressam ao concelho da Covilhã, para assumir de novo o controlo accionista, que tinha ficado nas mãos dos japoneses da Sojitz.
As minas, que laboram desde 1896, têm vindo a sofrer com os efeitos da baixa cotação do volfrâmio e, desde o ano passado que os anteriores proprietários procuravam desfazer-se desta mina. Em 2015, deixaram de renovar contratos a prazo e, caso não fosse encontrada uma solução, admitiam suspender a produção.
Ontem, o grupo Almonty anunciou a compra das Minas da Panasqueira, uma unidade que já tinha explorado entre 2005 e 2008.
“Acreditamos que este negócio será bom para os trabalhadores. Vivíamos num impasse, sem saber que existiam interessados em ficar com a mina. Agora ainda não falámos com os novos donos, esperamos por mais pormenores”, contou à Visão, Luis Paulo, dirigente sindical das Minas da Panasqueira.
Nos últimos meses, a produção tinha sido reduzida de forma acentuada, uma situação que era justificada pelos antigos proprietários pela diminuição do valor dos minérios ali extraídos como o volfrâmio, cobre e estanho. Estas minas, são uma das mais antigas do país ainda a laborar e emprega 240 trabalhadores, dos quais cerca de metade laboram no fundo. A Almonty já possui duas minas em Espanha e duas na Coreia do Sul, todas de extração de volfrâmio .