Em 23 edições, 23 medalhas. É uma das mais fracas médias entre os países europeus, apesar de alguma melhoria desde 1974. Pior do que Portugal, na União Europeia a 27, só mesmo Malta, Chipre e Luxemburgo.
Em Londres2012, Portugal só conseguiu ficar à frente de novos “zeros” de Malta e Luxemburgo, juntando-se, por uma ocasião, à Áustria, país que, no entanto, tem já 86 medalhas, em 26 edições, só nos Jogos de Verão. Chipre conseguiu o seu primeiro pódio e igualou nestes Jogos os portugueses.
A medalha “mais cara”
O investimento do Estado português na preparação e participação nos Jogos Olímpicos Londres2012 ascendeu a 15,1 milhões de euros, pelo que a medalha de prata conquistada tornou-se a “mais cara” das últimas três edições, numa contabilidade simplista.
Nos Jogos que hoje terminam, a Missão de Portugal totalizou 28 pontos, tal como em Pequim2008, resultantes das 10 posições de finalista alcançadas: uma medalha (7), dois quintos lugares (8), dois sextos (6), dois sétimos (4) e três oitavos (3).
Desilusões
A medalha de prata conquistada por Fernando Pimenta e Emanuel Silva foi o ponto alto da passagem da portuguesa nos Jogos Olímpicos Londres2012 e da afirmação da canoagem como modalidade de referência, entre várias desilusões e escassez de medalhas.
Em contraste com a dupla minhota, a razia entre os judocas portugueses constituiu o lado mais negativo, sobretudo pelas expectativas que recaíam em Telma Monteiro, uma evidente candidata às medalhas que, como os outros, não passou do primeiro combate, adiando mais uma vez a conquista do pódio que lhe falta num currículo com quatro títulos europeus e três medalhas de prata em Mundiais.