Em outubro de 1965, ainda sem estruturas capazes e com apenas nove anos de vida após a aprovação dos seus estatutos, a Fundação Calouste Gulbenkian patrocinava a primeira Campanha Nacional de Vacinação, contribuindo para a disponibilização de cinco milhões de doses para vacinação em massa, totalmente gratuita.
O Programa Nacional de Vacinação (PNV) seria inteiramente planeado e gerido pela Direção-Geral da Saúde e executado pelos seus serviços regionais, distritais e locais, em regime de proximidade. O impacto do primeiro conjunto de vacinas para seis doenças altamente transmissíveis e, mais tarde, para 13 doenças e alguns grupos especiais em risco, pode medir-se na regressão da mortalidade infantil de 77,5 óbitos em 1960, por cada mil crianças no primeiro ano de vida, para valores atuais inferiores a três óbitos.
