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“Temos de ser fenomenais. Quando as pessoas sairem deste espectáculo, quando sairem do meu espectáculo, quero que digam ‘nunca vi nada assim nada minha vida'”, ouve-se Michael Jackson dizer, alegadamente sob a influência de substâncias não identificadas, que lhe provocam uma voz pouco audível e muito arrastada.
A gravação terá sido feita em maio de 2009, pelo próprio Conrad Murray e foi apresentada no julgamento pela acusação como prova que o médico conhecia o estado do cantor e o que lhe provocavam os sedativos que lhe receitava.
Este foi o momento mais marcante dos primeiros dias de julgamento do clínico, acusado de homicídio involuntário. Mas há mais:
- O creme misterioso
Michael Amir Williams, assistente pessoal de Michael Jackson, relatou a primeira reação de Murray quando soube do estado crítico do seu paciente, já no hospital. Segundo esta testemunha, o médico terá dito que havia no quarto, ou na casa, um creme que não queria que fosse descoberto e perguntou se havia alguém que o levasse à casa para o recuperar.
Também o segurança Alberto Alvarez, o primeiro a chegar ao quarto, depois da chamada de Murray, contou em tribunal que o médico, visivelmente nervoso, lhe ordenou que guardasse “tudo num saco”. O “tudo” era medicamentos.
- Máquina de reanimação a postos
A advogada da promotora da série de concertos que Michael Jackson tinha preparados, a AEG, relatou que Conrad Murray pediu uma máquina de reanimação para os concertos, alegando a natureza estenuante dos espectáculos e a idade do cantor.
- A presença dos filhos
Segundo o segurança Faheem Muhammad, Paris e Prince, os filhos mais velhos, estavam no quarto enquanto Murray tentava reanimar o cantor. Em lágrimas e em choque, as crianças terão sido afastadas por Faheem Muhammad, não sem antes ouvirem o médico perguntar se alguém ali sabia técnicas de reanimação.