O planeado eram 12 dias de descanso e diversão. Mas a viagem a bordo do navio de cruzeiro Majestic Princess acabou a meio porque os passageiros se viram a braços com uma onda de infeções por Covid-19. O barco foi obrigado a atracar em Sydney, na Austrália. O anuncio foi feito pelo presidente da Carnival Australia, empresa responsável pelo navio, Marguerite Fitzgerald.
A bordo seguiam cerca de 4600 pessoas – incluindo passageiros e tripulantes. Os testes feitos a 3300 turistas fez com que se detetasse o surto. “Todos os casos positivos foram levemente sintomáticos ou assintomáticos, e os hóspedes foram isolados nas suas cabines e depois separados dos não afetados”, disse a representante da empresa-mãe Princess Cruises, Briana Latter, à CNN.
Aqueles que testaram negativo foram autorizados a deixar o navio caso o queiram, anunciou um comunicado da New South Wales Health. Também os que testaram positivo puderam sair, mas foram aconselhados a isolarem-se durante cinco dias.
Latter disse que o surto a bordo do Majestic Princess “reflete um aumento na transmissão comunitária na Austrália”. O Ministério da Saúde de Nova Gales do Sul registou 19.800 novos casos de Covid-19 e 22 mortes na semana passada.
Fitzgerald disse que a empresa está a implementar “medidas mais rigorosas, que vão muito acima das diretrizes atuais”, incluindo exigir que 95% dos hóspedes com mais de 12 anos sejam vacinados e testando os funcionários e os passageiros antes de embarcar.
“Levamos muito a sério nossa responsabilidade de manter todos seguros. Isto é mais do que cuidar dos nossos hóspedes, é também para a comunidade em geral, em que operamos e visitamos”, disse Fitzgerald.
Entretanto, o navio de cruzeiro Majestic Princess já partiu de Sydney para a sua próxima viagem, em Melbourne e Tasmânia.