“Ali, o químico”, foi condenado não só por “crime contra a humanidade”, como por “premeditação” no massacre de dezenas de iraquianos de confissão xiita em Sadr City (Bagdad) e Najaf (sul).
Na sequência do assassínio do ayatollah Mohammed Sadr (pai do clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr), os seus partidários – mortos às dezenas em confrontos com as forças de Saddam Hussein – acabaram por se refugiar numa mesquita, naquele que ficou conhecido como “o caso da oração de sexta-feira”.
Da dezena de arguidos que responderam em tribunal, dois foram igualmente condenados à morte: Mahmoud Faizi al-Hazzaa (comandante militar) e Aziz Saleh Hassan (alto responsável do Partido Baas).
Outros três foram absolvidos e sete deverão cumprir penas de sete anos a prisão perpétua.
Contra “Ali, o químico” – que foi ministro do Interior e governador militar do Kuwait após a invasão iraquiana de Agosto de 1990 – já tinham sido ditadas duas penas capitais, a primeira pelo massacre de 182 mil curdos nos anos 80 com gases letais e a segunda pelo esmagamento brutal da revolta xiita de 1991, após a Guerra do Golfo, com um saldo de pelo menos cem mil mortos.
A próxima audiência no “processo dos comerciantes” que envolve Tarek Aziz e mais sete arguidos está marcada para o próximo dia 11.
O processo remonta a 1992, quando foram executados 42 comerciantes acusados de especularem com preços de produtos alimentares estando o Iraque sob sanções das Nações Unidas (ONU).
Tarek Aziz foi ministro dos Negócios Estrangeiros e, depois, da Informação, antes de ocupar o cargo de vice-primeiro-minsitro, sendo o único cristão do pequeno círculo de sicários do falecido Saddam Hussein.