
Raquel Tavares será uma das artistas a ocupar o palco principal, em frente ao rio
Reza a lenda que terá sido algures por estas vielas que o fado nasceu. Muito embora outros locais reclamem esse estatuto histórico, é Alfama que, ano após ano, desde 2013, recebe dezenas de fadistas para uma espécie de “segundo Santo António”, como já é conhecido no bairro este festival, o único dedicado em exclusivo ao género musical mais português.
Entre veteranos, consagrados e emergentes, serão mais de 40 os artistas distribuídos por diversos palcos, em locais tão emblemáticos como o Museu do Fado, o Largo das Alcaçarias, o Grupo Sportivo Adicense, a Igreja de São Miguel, a Sociedade Boa União, o Centro Cultural Dr. Magalhães Lima, a Igreja de Santo Estêvão e, mais recentes, o Rooftop do Terminal de Cruzeiros de Lisboa e o Auditório Abreu Advogados − assim se promove o movimento do público pelo bairro de Alfama, que é, afinal, o grande cabeça de cartaz deste festival.
O palco principal, o Santa Casa, ficará novamente situado em frente ao rio. Por lá vão passar nomes como Dulce Pontes, Paulo de Carvalho e Maria Emília, na sexta, 28, e Raquel Tavares, Alexandra, António Pinto Basto e Maura, dia 29. Mas há muito mais para ver nestes dois dias, do fado tradicional de Maria da Fé ou Artur Batalha a propostas mais arrojadas como Paulo Bragança ou o espetáculo conjunto de Marco Rodrigues com Diogo Piçarra. O mais difícil, como sempre, vai ser mesmo escolher o percurso certo pelas ruas de Alfama.
Alfama, Lisboa > 28-29 set, sex-sáb 18h > T. 21 010 5700 > €20 a €30 (passe)