Livrarias em segunda mão: 9 moradas que põem os livros manuseados a circular

Livrarias em segunda mão: 9 moradas que põem os livros manuseados a circular

1. Livraria Castro e Silva

Foto: Luís Barra

Reler, revalorizar e reutilizar é o lema desta nova livraria na Almirante Reis. Na avenida lisboeta que já foi conhecida pelas suas lojas de móveis, livros usados ocupam, aqui, 800 metros quadrados de área, iluminados por duas grandes montras. Um mês depois da abertura, ainda há volumes por arrumar nas estantes e mesas, mas a oferta é numerosa e variada, do romance à poesia e ao ensaio, dos policiais à banda desenhada, da literatura lusófona à traduzida. “Temos muitos livros, que vamos comprando, guardados em armazém”, diz Pedro Castro e Silva, que quis dar continuidade à livraria fundada em 1957 pelo seu avô antifascista no Bairro Alto.

“Abrimos uma loja em Picoas, durante a pandemia, e agora abrimos aqui; estamos em recessão, embora ninguém fale disso, é a altura para arriscar”, acredita (Pedro assumiu há dois anos a gestão da histórica Livraria Sá da Costa). “Quando as pessoas têm livros para vender – a biblioteca de um familiar que morreu, os livros que sobram de uma mudança de casa – vêm ter connosco. Em Portugal, temos essa cultura de guardar os livros, são bastante valorizados e apreciados. Não conseguimos deitar livros fora ou destruí-los.” Estando em Arroios, numa freguesia que fala várias línguas, fazia sentido apostar em livros estrangeiros. Em francês e inglês, sobretudo, mas também em alemão, espanhol, italiano e até sueco, encontram-se logo na grande sala da entrada. Av. Almirante Reis, 89D, Lisboa > seg-dom 9h30-20h

2. Livraria Solidária de Carnide

Foto: José Carlos Carvalho

“Para doar, é chegar e entregar!”, lê-se num dos pequenos cartazes expostos na Livraria Solidária de Carnide. Para comprar, dizemos nós, pode ser mais complicado, tal é a quantidade e variedade de livros em segunda mão. Nas prateleiras, feitas com caixas de fruta antigas, repousam ensaios, biografias, edições em língua estrangeira, literatura infantojuvenil, poesia, culinária. O projeto faz sete anos e é da responsabilidade da Boutique da Cultura, criada através do programa BIP-ZIP da Câmara Municipal de Lisboa.

Diz Paulo Quaresma, que dirige a associação cultural, “a Boutique da Cultura sempre teve no seu ADN o livro e a leitura, a ideia é dar-lhes uma nova vida, com um duplo benefício. As pessoas encontram livros a preços únicos, de 1 a 5 euros, para a comunidade reverte noutra forma, na dinamização de projetos culturais e de desenvolvimento local”. É o caso do trabalho diário que têm vindo a fazer na Clínica Psiquiátrica de S. José, em Telheiras, capacitando mulheres portadoras de deficiência mental através do teatro, da dança, da voz e da expressão plástica. A livraria tem crescido e, graças ao catálogo online, “todos os dias voam livros para qualquer parte do País, da mais pequena ilha dos Açores, o Corvo, até Bragança ou Faro”. Ganhou também dois auditórios, salas de formação e uma incubadora. Quem vier assistir a um espetáculo terá desconto nos livros, nesse dia. Espaço Boutique da Cultura, Av. Colégio Militar, Lisboa > T. 92 683 0272 > seg-sex 9h30-13h, 14h30-22h, sáb-dom 10h-13h, 14h-18h

3. Stuff Out

Foto: José Carlos Carvalho

Por mês, a Stuff Out vende em média dez mil livros em segunda mão, e num dia podem sair 200 desta livraria a funcionar no Príncipe Real, desde o verão de 2021. Os 60 metros quadrados de loja depressam ficaram pequenos para a quantidade de livros disponíveis, e que podem ser adquiridos na livraria, no site, em feiras, mercados “e outras iniciativas onde estamos presentes”, diz Rui Castro. Na verdade, o negócio começou como uma plataforma que pretendia revolucionar as vendas de usados na internet, só depois se especializou em livros. “Já comprava em segunda mão, adoro livros, venho de uma família de leitores”, conta Rui. A enorme oferta justifica por que há quem passe duas horas ou mais na livraria. Os valores são muito variados, começam num euro, mas podem chegar aos milhares, como uma primeira edição de Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto, encontrada numa garagem.

Rui Castro entusiasma-se a falar de como vêm parar-lhe às mãos. “Já recebemos exemplares da biblioteca de um antigo Presidente da República e de um capitão de Abril. Na maior parte das vezes, as pessoas desfazem-se dos livros, não por uma questão financeira, mas porque não têm espaço e não querem deitá-los fora, querem que lhes deem bom uso. É engraçado como conseguimos traçar quase um perfil da pessoa através dos seus livros.” O tipo de clientes da Stuff Out é muito variado, “tanto vêm à procura de BD francófona dos anos 60/70 como de poesia portuguesa não contemporânea”. Duas a três vezes por ano organizam um stock off. O próximo acontece entre os dias 1 e 9 de fevereiro e, durante uma semana, há uma grande seleção de livros com valores fixos, entre um e dez euros. R. da Quintinha, 70 C, Lisboa > T. 91 059 3816 > seg-dom 10h-18h

4. Inquieta

Foto: Luís Barra

Antes de chegarmos aos livros, que estão numa cave espaçosa, temos de cruzar, no piso térreo, a cafetaria vegana que Hugo Lourenço sempre imaginou para a sua livraria. Na Inquieta, a funcionar desde novembro, vendem-se livros novos escolhidos por Hugo, e também livros manuseados, disponíveis para compra ou troca. “Acredito que um livro pode ter uma segunda, terceira vida, e há muita gente que partilha desta ideia. O valor de uma obra reside no seu miolo, não no seu aspeto”, defende. A oferta de livros usados (€1 a €10) ainda está a crescer. “Aceitamos doações e também compramos”, diz Hugo enquanto nos encaminhamos para o Espaço de Troca. Instalado na cave, uma área ampla com um mural de Daniela Guerreiro, onde se pode ler, trabalhar ou tomar o pequeno-almoço, este cantinho vive sob a máxima “Leve um livro, deixe um livro”, e é outra forma que Hugo Lourenço encontrou para fazer perdurar a vida de uma obra. Pet-friendly e com uma agenda de iniciativas culturais, está de portas abertas aos espíritos inquietos, mas não só. R. de Campolide, 94 B, Lisboa > T. 21 408 3073 > ter-sex 10h-19h, sáb 10h-18h, dom 10h-17h

5. Déjà-Lu

Foto: Luís Barra

Na Cidadela de Cascais, a casa da Déjà-Lu fica no primeiro piso do restaurante Taberna da Praça. São três salas com luz natural onde há estantes feitas com caixas de vinho em madeira, milhares de livros e cantinhos para se repousar, enquanto se escolhe a leitura. Há dez anos que é assim nesta livraria, um projeto solidário, criado por Francisca Prieto e Maria Faria de Carvalho, cujas receitas revertem a favor da Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21 e da Pais 21. “Já entregámos 250 000 euros (total acumulado), um número importante”, congratula-se Francisca Prieto, salientando que continuam a “fazer muita coisa para dinamizar a atividade, como os quartos literários e a honesty shop” no Hotel Pestana Cidadela Cascais. Os livros em segunda mão que preenchem a Déjà-Lu, e alimentam estas iniciativas, são todos doados e podem ser entregues na livraria ou no centro de desenvolvimento infantil Diferenças, na Bela Vista, em Lisboa. Em média, custam 6/7 euros. “Temos coisas novas em folha à espera de uma oportunidade, livros que nem sabemos que existem e são uma surpresa, como um de culinária da Sophia Loren. O encanto está em encontrar uma coisa desconcertante, que não imaginávamos que existisse”, diz Francisca. Pestana Cidadela Cascais – Fortaleza da Cidadela, Av. D. Carlos I, Cascais > T. 92 405 8238 > ter-dom 12h-19h

6. Livraria Sá da Costa

Foto: Luís Barra

Se este texto pudesse ter cheiro seria o dos livros. Sentimo-lo no ar mal passamos a porta do número 100 da Rua Garrett, que desde 1943 é morada da Sá da Costa, no Chiado. Lá dentro, estantes e mais estantes da portuguesa Olaio sustentam o peso dos livros usados – edições velhinhas, de ocasião, fundos de catálogo –, espalhados por várias salas. Depois de avanços e recuos quanto ao futuro da livraria fundada em 1913 (no Largo do Poço Novo, não muito longe daqui), a Sá da Costa continua a mostrar longevidade e história, traduzida numa impressionante oferta que merece visita demorada. Aliás, ficar horas perdido por aqui é bem possível, qual gabinete de curiosidades com mapas e globos antigos, desenhos, velhas fotografias, estátuas e quadros. O primeiro andar funciona como café e galeria, promovendo-se exposições, leituras, workshops e tertúlias, “uma adaptação aos tempos modernos, fundamental para continuar”, diz Pedro Castro e Silva, que há dois anos assumiu a gestão. A Sá da Costa, vizinha da pastelaria Bénard, carrega consigo um património físico (a fachada e a sua decoração art déco) e cultural (sobretudo pelo que fez no domínio editorial, em especial com a sua coleção de Clássicos). Uma aldeia de gauleses na zona comercial mais cara do País. R. Garrett, 100, Lisboa > T. 21 135 7623 > seg-dom 9h30-24h

7. Tantos Livros

Foto: Luis Barra

A arte de saber vender livros, aprendida na extinta Europa-América, é a especialidade das duas sócias da Tantos Livros. Almira Vila Nova e Frederica Benedita dedicaram uma vida à histórica empresa, fundada em 1945 por Francisco Lyon de Castro, e resolveram fundar uma nova empresa, só delas, com o objetivo fundamental de continuarem a sua vida profissional ligada aos livros. No início de 2020, reabriram a antiga livraria da Europa-América na Parede, Cascais, e depois a loja lisboeta das Avenidas Novas, que, durante muitos anos, foi a principal livraria/papelaria da empresa. Quem aqui entra, hoje, encontra um ambiente acolhedor, com algumas peças de mobiliário vindas de casa das duas voluntariosas proprietárias. Nas estantes, cruzamo-nos com volumes provenientes do extenso fundo de catálogo da Europa-América (adquirido, em parte, pelas sócias da nova livraria), livros em segunda mão, novidades editoriais de variados géneros, revistas, álbuns de fotografia e livros de arte, uma secção de papelaria (na Parede, a oferta é menor, adaptada ao espaço da loja). A Tantos Livros, em Lisboa, conta com uma galeria de arte na cave, onde organizam exposições renovadas mensalmente e uma Hora do Conto quinzenal. É também aí que funciona um clube de leitura mensal. P.D.A. Av. Marquês de Tomar, 1B, Lisboa > T. 21 356 3791 > R. José Relvas, 15B, Parede, Cascais > T. 21 458 1645 > seg-sáb 9h-20h, dom 10h-14h

8. Tigre de Papel

Foto: António Bernardo

Fernando Ramalho e Bernardino Aranda acreditam que os livros não se gastam por serem mil vezes lidos, e foi com essa convicção que decidiram abrir a Tigre de Papel. Nas estantes desta livraria em Arroios não se faz distinção entre livros novos e usados, partilhando ambos as respetivas secções. Ficção, Ciências Sociais e Humanas, Artes, Poesia, Infantil, Juvenil, são algumas das áreas que as estantes acolhem. São títulos que as editoras já não têm interesse em reeditar ou que algumas pessoas já não querem em casa, mas também livros novos de pequenas editoras, de editores independentes, edições de autor de todos os géneros e para todas as idades. A atividade anual é complementada, no verão, com a venda de livros escolares. “É uma grande ajuda na sustentabilidade da livraria”, diz Fernando. E, porque a Tigre de Papel quer ser também um ponto de encontro, todos os meses são programadas conversas com escritores, leituras e lançamentos de livros e de projetos locais. Nestes nove anos, Fernando e Bernardino concretizaram outro dos seus objetivos: a publicação de livros com a chancela Tigre de Papel. R. de Arroios, 25, Lisboa > T. 21 354 0470 > seg-sex 10h-19h30, sáb 10h-18h

9. Re-Read

Foto: Luís Barra

Foi pelas mãos de Inês Toscano que a cadeia espanhola de livrarias low-cost se estreou em Portugal. A Re-Read instalou-se em novembro no bairro de Alvalade, na casa onde funcionou, até 2016, a Pastelaria Suprema. “Achei a ideia muito interessante. Convida as pessoas a pegar nos livros esquecidos, parados e empoeirados das suas estantes e a dar-lhes nova vida, novos leitores. Ajuda a mudar hábitos de consumo, através da reutilização, assim como torna os livros e a leitura mais acessíveis a todos, é quase como uma missão”, diz Inês.

Na Re-Read, um livro custa €4, dois custam €7, cinco custam €15 e, no máximo, o cliente só pode adquirir 10 livros por dia. Se vier vender, cada exemplar vale €0,25 (a partir de 100, pode marcar uma visita da Re-Read a casa). A preferência vai para edições a partir dos anos 1990-2000, embora possam estar interessados em clássicos, livros de História ou outros de anos anteriores. Ficção, não ficção, ciências, todos os temas têm espaço nesta livraria, onde a oferta também inclui edições em língua estrangeira, como o espanhol ou o alemão, banda desenhada, manga e literatura infantojuvenil. Av. de Roma, 61 B, Lisboa > T. 91 995 3404, 21 156 0786 > seg-sáb 10h-19h

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