1. Menina D’Uva, Vimioso
Gosta de vinhos, não só pelo prazer que dão mas também pela relação que se estabelece entre o Homem e a terra. “Admiro os produtores que fazem trabalho vitícola, como é o caso da Aline Domingues, no projeto Menina D’Uva. Uma mulher jovem que desafia um mundo muito conservador com grande naturalidade e o desejo simples de fazer vinho.”
2. Herdade de São Luís, Évora
Para Rita Santos, o montado alentejano é um sistema florestal, pastoril e agrícola integrado, ao nível do melhor que se faz no mundo. “A regeneração dos solos, a utilização da água, a criação de animais em regime extensivo, tudo isto é feito na Herdade de São Luís, de Francisco Alves, um sítio lindo que me leva à infância e à contemplação.”
3. Dozero Cultura Viva, Cercal do Alentejo
Raquel e Rosa, proprietárias de Dozero Cultura Viva, abraçaram um modo de vida rural no Cercal do Alentejo. “Criam as cabras que dão o leite para o queijo, e é a Raquel quem amassa e coze o pão com isco de massa mãe”. Um “pequeno paraíso, que está ameaçado pela central fotovoltaica massiva que se prevê para aquela zona”, alerta.
4. Mercado de Produtores, Lisboa
Sempre visitou muitos mercados em todo o mundo. “Há um pulsar de vida no encontro das pessoas, na profusão da oferta e no burburinho das trocas”, diz. No Mercado de Produtores, que organiza em parceria com a Junta de Freguesia da Misericórdia na Praça de São Paulo, pretende “manter esse espírito de encontro, de apresentação de produtos novos e da época pelos próprios produtores e por cozinheiros convidados”.
5. Comporta
“É a praia da minha juventude, e é lá que vamos abrir em junho uma segunda loja da Comida Independente, nos Brejos da Carregueira de Cima. Será mais um desafio, pesquisar e reunir pequenos produtores locais.” Com este projeto, diz Rita, “aspiro a um mundo mais inclusivo, onde nos possamos relacionar com a terra e as coisas simples”.
6. António e Carolina
Adora fazer programas com os filhos, António, de 13 anos, e Carolina, de 16. “Além de serem muito conscientes das questões que me movem, são muito divertidos. Vimos juntos o filme Don’t Look Up. Achámo-lo um bocadinho histriónico, mas a caricatura relativa às alterações climáticas é brutal.”