Páginas brancas e letras (primeiro pretas, depois coloridas, conforme a emoção e a excitação) – assim é O Livro Sem Bonecos, de B. J. Novak, que chegou recentemente a Portugal, pela mão da Editorial Presença. Os adultos talvez tenham ouvido falar já deste ator, produtor e escritor, habituado a animar plateias com o seu stand-up, e conhecido pela sua participação na série norte-americana The Office, que também co-produz e escreve. Os mais novos vão ter agora um vislumbre daquilo que lhe passa pela cabeça. O Livro Sem Bonecos é para uns e para outros. Ou melhor dizendo, para uns (os adultos) lerem a outros (as crianças). Afinal, para que servem os “bonecos” quando as palavras têm tanta força? “Se calhar até vais achar que um livro sem bonecos não tem graça nenhuma. Talvez pareça um bocado chato e sério. Só que…”. Uma descoberta para os mais novos, numa partilha divertida a cada página que se vira. É que com O Livro Sem Bonecos quem o lê tem mesmo que ler tudo o que lá vem escrito, até as palavrinhas mais pequenas e sempre os palavrões maiores. Ou como se escreve ali, “seja lá o que for”. Sim, quem o lê tem que estar disposto a fazer figura de macaco (de “macaco robô”!) e cara de inseto, a ter uma cabeça “feita de piza de mirtilos”, a cantar uma canção… Sim, “este é o livro que obriga os adultos a dizerem coisas tontas e a fazer sons tontos como…” Não, não vamos estragar a surpresa. Só dizemos que as gargalhadas são garantidas, mas que dependem tanto das palavras escritas neste livro “completamente ridículo” como do “boneco” que as diz.
Veja o vídeo feito numa escola portuguesa, com o contador de histórias Jorge Serafim:

O Livro Sem Bonecos > B. J. Novak > Editorial Presença > 56 págs. > €10,90