Passar uma manhã a respirar o ar puro dos 16 hectares dos jardins do Palácio Nacional de Queluz, desenhados pelo arquiteto francês Jean Baptiste Robillion, para descobrir as 15 fontes e lagos que receberam recentemente um novo jogo de água, transformou-se num passeio encantador. Um percurso acompanhado pela presença de verdejantes árvores, imponentes esculturas (que nos remetem para o universo mitológico) e, em alguns locais, pelo aroma da alfazema.
Isabel Cordeiro, diretora do Palácio, escolheu cinco pontos fundamentais deste jardim. Saiba quais são.
Lago das Medalhas, considerado o maior lago de todo o jardim, decorado com duas esculturas da autoria de John Cheere (1709-1787), que representam os deuses Diana e Apolo. É também uma das zonas menos conhecidas dos visitantes e um dos recantos mais calmos.
Uns metros mais à frente fica a Fonte de Neptuno (conjunto escultórico da autoria de Ercole Ferrata) encomendada pelo Terceiro Conde da Ericeira, aqui colocada em 1945.
A Cascata Grande é, sem dúvida, uma obra espetacular, não só pela sua grande dimensão, como pela sua beleza exterior, revestida a pedra esculpida e rochas provenientes de Cascais.
Por fim, ou para começar, dependendo do trajeto que escolheu, ficam os lagos Neptuno e Nereida. Localizados junto à Fachada de Cerimónias, o primeiro, construído em calcário de lioz, apresenta uma composição escultórica em chumbo, da autoria de John Cheere, é composto por ninfas do mar, meninos marítimos, tritões e peixes. No Nereida, da autoria do mesmo escultor, surge-nos uma interpretação de Tétis ou Anfitrite dentro de uma concha.
Este investimento contou com o apoio da World Monuments Fund Portugal, com a colaboração da Cimpor, Santander, EDP, Lusitânia, Millenium BCP e o Grupo André Jordan.
PALÁCIO NACIONAL DE QUELUZ Lg. do Palácio, Queluz T. 21 434 3860 Qua-Seg 9h-17h €7 (palácio+jardim), €3 (jardim), Grátis (Dom até às 14h)