Os dados foram anunciados pelo Centro Nacional de Informações sobre a Neve e Gelo dos Estados Unidos da América (EUA). Segundo o centro, no dia 25 de fevereiro verificou-se que o gelo ocupava uma área de 14.54 milhões de quilómetros quadrados – o que significa menos 1.1 milhão de quilómetros quadrados do que a média para o mesmo período observado, entre 1981 e 2010.
Um recorde que está a deixar os especialistas na matéria preocupados com que já consideraram ser um sinal dos efeitos das alterações climáticas naquele local. “Este é um recorde do qual não nos devemos orgulhar. O gelo marítimo baixo pode criar uma série de reações que podem ameaçar o Ártico e o resto do mundo”, disse Alexander Shestakov, diretor do Programa Global para o Ártico da World Wide Fund For Nature (WWF), num comunicado divulgado pela organização ambiental.
A extensão do gelo diminui cerca de 3.8% a cada dez anos, desde 1979. Rafe Pomerance, presidente da Artic 21, frisou ainda num comunicado: “os novos dados sobre a perda de gelo marinho enviam uma clara mensagem para a comunidade global que o Ártico se está a dissolver, e que está a aquecer duas vezes mais rápido que o resto do planeta.”