Hoje fez-se história em alguns países, com mais um dia do Período Revolucionário em Curso nos Estados Unidos. Trump e Putin decidiram, em apenas uma hora e meia, o futuro da Ucrânia. O secretário da Defesa já retirou a NATO do barulho e, a este ritmo, qualquer dia até sai de cena. Entretanto, o secretário do Tesouro americano já aterrou em Kiev para escolher e mandar recolher as Terras Raras e outros minerais estratégicos.
Trump foi convidado a ir a Moscovo, e, na sua fúria inventiva, essa visita pode até acontecer de repente. Zelensky aguarda o telefonema da Casa Branca, para ficar a conhecer o destino do seu país. «Kiev pode vir a ser russa», profetizou o presidente americano antes de falar com Putin.
Mas há mais: o rei da Jordânia foi emboscado na Sala Oval, onde ouviu — sem tugir — todos os detalhes do grandioso plano imobiliário para a Faixa de Gaza. Ficou também a saber que terá de alojar centenas de milhares de palestinianos, se quiser continuar a receber os biliões dos EUA. O mesmo destino aguarda o presidente egípcio. A tudo isto soma-se o ultimato ao Hamas: libertar todos os reféns até às 12 horas de sábado ou o Inferno!
Por fim, não esquecer o apetite de Trump pela Gronelândia. Num gesto excecionalmente bem conseguido, os dinamarqueses estão a fazer um crowdfunding para comprar a Califórnia, enquanto alguns comentadores russos ligados ao Kremlin já perguntaram pelo preço de Lisboa. Estão todos doidos? Há, em tudo isto, uma dose maximalista de surrealismo político, onde domina a fantasia e a loucura.
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