Uma curta reação às primeiras projeções das televisões para a noite eleitoral. Um empate técnico entre Chega e PS, a verificar-se – sobretudo se o Chega ultrapassar os socialistas – exige uma mudança imediata de liderança, no Largo do Rato. O próprio Pedro Nuno Santos concordará que é mau de mais.
Depois, se o PS ficar em terceiro lugar, tendo em conta uma ruidosa bancada destrutiva no parlamento – a do Chega -, a estabilidade será, mais do que nunca, necessária. E exige uma solução à alemã, mediante um acordo entre o primeiro e o terceiro classificados (com uma nova liderança socialista). E aceitar a realidade: André Ventura é o líder da oposição.
Se o PS ficar em segundo, “tem direito” a liderar a oposição e a estabilidade só poderá ser assegurada mediante uma coligação “arco-íris” (também inspirada num exemplo recente alemão): AD mais IL mais Livre. Sim, Livre. Tal como na Alemanha, a coisa pode não durar para sempre, mas é uma forma de garantir governabilidade e de ter um contrapeso às politicas neoliberais com que os partidos à esquerda nos “assustaram”, quando pensaram numa coligação AD/IL. Estará Rui Tavares à altura? Dirá ele que Montenegro só não tem maioria se não quiser?
É muito utópico pensar que isto é possível em Portugal, mas é pegar ou largar.